O delegado de Foz do Iguaçu (PR), Marco Berzoini Smith, afirmou que o responsável pelo armamento que foi preso é de Marília (SP), cidade apontada como berço da principal organização criminosa paulista. No entanto, segundo ele, os tipos das armas e munições encontradas é de uso característico de traficantes do Rio de Janeiro. Fuzis antiaéreos, por exemplo, são apreendidos na capital carioca com frequência.
Para o delegado, uma das três grandes facções do tráfico no Rio de Janeiro podem estar usando integrantes do grupo paulista para conseguir o armamento na região da fronteira. Embora o ônibus tenha saído do Paraguai, Smith acredita que o armamento pode ter vindo da Argentina. Um dos fuzis tinha o emblema do Exército argentino.
O homem preso já responde por vários crimes em São Paulo, como tentativa de homicídio, roubo e porte ilegal de armas. Em depoimento, ele não contou para onde ia as armas mas disse que estava transportando apenas munições para pagar dívidas na cadeia.
O delegado contou que uma das granadas transportadas no ônibus foi achada sem o pino, o que poderia ter provocado a tragédia. O artefato teve que ser detonado. Das 15 mil munições, 13 mil eram para calibre de fuzil 762, mil de ponto 30 e outros mil de 556.
O arsenal foi recolhido durante uma operação de rotina que teve o apoio da Receita Federal. Os agentes abordaram o veículo e desconfiaram do pequeno número de passageiros - apenas cinco adultos e duas crianças. Os explosivos e o armamento foram encontrados num fundo falso sob o ônibus.
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