domingo, 30 de maio de 2010

E o coronel Príncipe tinha razão...

Quando o Bope ocupou sete comunidades da Tijuca, o Morro da Formiga foi o único que não contou com um efetivo policial de fato. Lembro de a PM ter informado que 50 homens do 6º BPM (Tijuca) fariam essa ocupação, já que o Bope não teria efetivo suficiente.

Fato é que participei da cobertura dessa ocupação e perguntei, à época, ao coronel Príncipe se um efetivo do 6º BPM de fato ficaria na Formiga. O oficial explicou então, que a simples notícia da chegada da UPP já tinha sido suficiente para a saída dos marginais e dos fuzis, e que um simples escoteiro seria suficiente para vigiar a favela. Diante da minha insistência, o oficial saiu pela tangente, alegando que faria uma análise para saber quantos policiais eram necessários para a suposta ocupação.

Fora de contexto, a declaração ganhou uma repercussão muito negativa e Fernando Príncipe acabou transferido para 0 9º BPM (Rocha Miranda). Atualmente, duas viaturas do Batalhão de Choque ficam posicionadas no acesso ao Morro da Formiga, mas não há PMs dentro da comunidade. O 6º BPM não tem condições de tirar 50 homens das ruas para colocar na favela.

Com isso, Corujito, chefe do tráfico local, e seus comparsas deixaram o morro com seus fuzis. A venda de drogas continua, é verdade, mas de forma muito mais discreta, sem a circulação de bandidos empunhando armamentos pesados. A simples informação de que a UPP chegará ao local provocou essa consequência benéfica à comunidade, assim como aconteceu com o Borel e as demais favelas daquele complexo.

Como podemos perceber, não é preciso sequer de um escoteiro na favela. O coronel Príncipe tinha razão...

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