quarta-feira, 21 de abril de 2010

Saiu da redação reclamando e voltou com prêmio

Nenhum repórter gosta de fazer bundices, como são chamadas as reportagens de menor ou nenhuma importância. Elas, no entanto, fazem parte da rotina de qualquer jornalista. Há muitos anos, um fotógrafo saiu da sucursal da Baixada Fluminense, do jornal O Dia, espumando de raiva.

Bartolomeu, então chefe, mandou que ele e um repórter fossem para Capivari, em Duque de Caxias. Bartô havia ligado para o comandante do batalhão da área, à época coronel D'Ambrósio, que dizia estar numa missão, mas poderia falar naquele momento. Ao ouvir do chefe a informação de que não sabia ainda do que se tratava, o fotógrafo saiu esbravejando, mas correu ao local.

Enquanto estavam no caminho, Bartô conseguiu com o oficial o endereço do local da tal missão. Quando os PMs chegaram ao cativeiro onde estava um pastor evangélico, a equipe de reportagem chegou junto e fez todo o resgate, desde o momento em o coronel meteu o pé na porta da casa, passando pelo que o religioso foi encontrado num cômodo subterrâneo e com as mãos amarradas, até ele ser liberto e dizer "foi Deus que mandou vocês aqui".

Além de uma ótima história, a ação da PM rendeu excelentes fotos, que estamparam a capa do Dia seguinte e renderam prêmio ao fotógrafo 'reclamão'. Por isso, em jornalismo, é muito importante apostar...

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