quinta-feira, 29 de abril de 2010

Combate ao jogo no estilo me engana que eu gosto

Na última semana, a Polícia Civil quis mostrar disposição no combate ao jogo e realizou uma operação para apreender máquinas caça-níqueis. O número de apreensões chamou a atenção: 1.173 máquinas em vários pontos do estado.

Os números, na verdade, não são tão impressionantes quando observados mais de perto. Isto porque participaram da operação 93 delegacias distritais e especializadas, o que dá uma média de 12 máquinas por unidade. Muitas delegacias da capital apresentaram número igual de apreensões: 11. "É que a secretaria estipulou uma meta por delegacia, que era de 10 máquinas", esclareceu um policial.

Ou seja, a disposição em combater as maquininhas não foi tão grande assim. Em áreas conhecidamente dominadas por bicheiros, o número de apreensões foi pequena. Na Barra da Tijuca, área explorada por bicheiro Rogério Andrade, por exemplo, nenhum caça-níquel foi apreendido. Em Jacarepaguá, área do mesmo grupo, apenas sete máquinas foram recolhidas até o início da tarde.

Já em Nilópolis, na Baixada Fluminense, reduto de Aniz Abraão David, o Anísio, policiais bateram a meta da secretaria e apreenderam exatos 11 caça-níqueis. Algumas delegacias, no entanto, fizeram mais que o dever de casa. A DRFA, por exemplo, pegou mais de 100 máquinas.

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