terça-feira, 23 de março de 2010

Taxistas pagam propina semanal para evitar fiscalização no Centro do Rio

Taxistas de uma cooperativa que tem ponto na Rua Irineu Marinho, no Centro, precisam pagar R$ 40 semanais para um agente da Guarda Municipal que tira serviço a alguns metros dalí, na Avenida Presidente Vargas.

A propina tem o seu motivo. O ponto de táxis tem apenas seis vagas demarcadas no lado esquerdo da rua. Como a cooperativa tem 30 veículos é comum que os taxistas parem em fila dupla, atrapalhando o tráfego. Para não serem multados pela infração, o guarda municipal fatura R$ 1.200,00 por semana. No mês, o lucro com a sacanagem chega a R$ 4.800,00, valor muito maior que o salário do agente da prefeitura.

Mais R$ 20 por parada irregular
E tem mais: os taxistas da mesma cooperativa ainda precisam pagar R$ 20 por semana por pararem em frente ao Rio Scenarium, um point muito movimentado da Lapa. Fruto de muitos passageiros, os motoristas de praça se aglomeram em frente ao estabelecimento. Para 'trabalharem' lá, todos os 30 carros do grupo precisam pagar os R$ 20.

A diferença é que os R$ 600 semanais são divididos entre guardas municipais e PMs. "Se não pagar, os PMs mandam a gente circular e a Guarda Municipal multa. Acho ainda que até os seguranças da casa recebem o deles", comentou um taxista.

E olha que falo apenas de uma cooperativa de táxis...

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