terça-feira, 9 de março de 2010

Policial que fez colega refém na 39ª DP está preso em Bangu 8

Depois de manter o chefe de operações da 39ª DP (Pavuna) como refém por mais de cinco horas numa sala da unidade, na semana passada, o policial civil Uerner Leonardo Barreira Passos, de 39 anos (foto), aguarda uma decisão da Justiça na penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecida como Bangu 8, no Complexo de Gericinó. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de cárcere privado, resistência e desacato.

Após se entregar, o inspetor foi levado para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). De acordo com o corregedor da Polícia Civil, delegado José Augusto Pereira de Souza, os médicos constataram que, apesar do surto psicótico, não havia necessidade de internação para o caso de Uerner e, por isso, ele foi levado à Corregedoria da corporação, de onde foi encaminhado para Bangu 8.

“Ele ainda não foi julgado. Só está preso lá porque é a unidade onde ficam policias civis que esperam julgamento, já que não existe mais o Ponto Zero”, explicou o delegado.

Uerner será julgado pela Justiça comum, que deve receber em até 10 dias o inquérito da Polícia Civil. A decisão sobre uma possível punição administrativa caberá à Corregedoria. Nas duas situações, o policial será submetido à perícia médica para constatar o seu estado de saúde mental.

“Se for comprovado que ele sofre de algum problema, pode ser afastado das funções em que precise lidar com o público ou até mesmo ser aposentado. Já no caso de nada ser comprovado, podemos adotar medidas mais rigorosas. Mas tudo vai depender do que esta perícia indicar”, comentou o corregedor da Polícia Civil.

Medo de sofrer agressões
Assim que soube que seria levado para um hospital penitenciário, logo após se entregar ao diretor de Polícia Especializada, delegado Rodrigo Oliveira, Uerner telefonou para um amigo que é agente penitenciário e pediu ajuda. Ele temia ser agredido pelo que fez e, principalmente, de ficar próximo de criminosos internados na unidade. A proteção ao inspetor foi reforçada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário