terça-feira, 2 de março de 2010

Enquanto cabo é executado com 12 tiros, coronel fica sem o cargo e tira férias...

Esta semana começou com uma notícia das mais absurdas: a morte de um cabo da PM que tentou recuperar o carro roubado da mulher de um coronel. Lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia), o cabo Guttemberg Ramos Conceição, de 32 anos (foto), foi executado com 12 tiros possivelmente por bandidos do Morro da Pedreira, em Costa Barros, que haviam levado o carro da mulher do coronel Carlos Henrique Alves de Lima, comandante do 5º BPM.

Independentemente de qual seja a verdade nessa história, nenhuma versão será capaz de livrar a cara deste oficial, que rejeitou a legalidade e causou a morte de um policial que era seu motorista. O coronel que assumiria o Batalhão de Polícia Rodoviária perdeu o cargo e já avisou que vai tirar férias. Enquanto isso, o cabo, seu subordinado, perdeu a vida, deixando mulher e dois filhos de 3 e 6 anos.

Vale ressaltar que o PM estava de folga no sábado, quando o crime aconteceu. O filho pediu que não fosse. Um amigo pediu que Guttemberg também não saísse de casa, no que o policial respondeu que não poderia negar um pedido do comandante.

Alguns detalhes deixam a história ainda mais impressionante, como o fato de o carro, um Honda Civic, ter seguro. Ou seja, nem prejuízo material a família do oficial teria, ainda que isso não faça diferença. O fato de o comandante ignorar o perigo da região de Costa Barros, onde ficam favelas como Pedreira, Lagartixa e Quitanda, entre outras com presença de tráfico pesado.

Sinceramente, penso que exoneração é pouco para este coronel. Um erro de tamanha magnitude deveria ser punido com mais rigor, como a expulsão, por exemplo, como acontece aos praças. Como na PM, a demissão de oficiais é algo raríssimo, daqui a 30 dias vamos ver o coronel Carlos Henrique por aí, quando terminarem as férias...

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