sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Caso João Hélio e o ódio nosso de cada dia

A morte do menino João Hélio, no dia 7 de fevereiro de 2007, foi um dos crimes mais emblemáticos ocorridos no Brasil. A forma brutal como ele foi morto, arrastado por aproximadamente 7 km, preso ao cinto de segurança de um carro em alta velocidade, por pelo menos quatro bairros do Subúrbio carioca, ainda choca só de lembrar.

Naquele dia, o clima na redação foi o mais pesado que já vi. Repórteres com lágrimas nos olhos escrevndo suas reportagens. Na chegada dos acusados à delegacia, equipes de reportagem agrediram os jovens com chutes e socos, algo que não se repetiu depois daquilo. O ódio havia tomado conta de todos.

O caso João Hélio foi tão impactante que levantou o debate sobre a pena de morte no Brasil. A vontade da grande maioria da população era ver os assassinos mortos, e não presos. Os PMs que os prenderam certamente não executaram todos eles porque receberam ordens superiores para não fazê-lo.

A comoção foi tamanha que os quatro maiores envolvidos no caso receberam pena máxima, um foi condenado a 39 anos e os comparsas a mais de 40 anos de prisão. O menor também pegou a pena máxima, ou seja, 3 anos de medida sócio-educativa, que teve seu fim no último dia 10. A revolta da população foi ainda maior porque ele deverá ser incluído num programa de proteção do Governo Federal, uma espécie de 'seguro' fora da prisão, com direito a uma nova identidade.

"O estado falhou quando João Hélio foi morto, mas não pode falhar uma segunda vez e permitir a morte desse jovem", disse o desembargador Siro Darlan durante entrevista para o Balanço Geral, na tarde desta-sexta-feira. O magistrado falou com a razão de quem apenas precisa cumprir a lei, mas o caso João Hélio é emblemático exatamente por isso: criou na população um sentimento de 'fodam-se as leis e morte aos assassinos bárbaros!' sem precedente.

Como se o nível de barbárie da morte do menino tivesse que ser obrigatoriamente aplicado aos assassinos para nos trazer algum conforto, um sentimento de Justiça. Com a emoção que se tem quando algo acontece conosco, João Hélio foi como um filho para cada um de nós.

8 comentários:

  1. Todos tinham que morrer para dar exemplo aos outros. Ficar preso para quê? para ser sustentados pela sociedade. Na cadeia, os presos recebem comida e os que não tem o que comer? Defendo sim a pena de morte e, mesmo que ela não exista por lei, acho sempre bem feito quando um traficante, ladrão, estuprador, homicida, aparece morto cheio de caroço. Tem que morrer todos mesmo

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  2. esses safados, vagabundos tinham que ter sido mortos em praça publica, e esse vagabundo que saiu agora tinham que estar comendo capim pela raiz e conhecer o capeta mais cedo.

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  3. Ai marcelo bastos podia falar sobre o caso dos três rapazes raptados por policias

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  4. É uma pena que esses safados ainda estejam vivos, aposto que se entregaram para a poliçada. "FAz nada cum eu não sinhor..." Aposto que foi + ou - assim que eles fizeramm. Não são valentões..., Porque não resistiram a prisão heim? Será que foi porque sabiam que era isso que todos queriam que acontecesse, já que, são do lado oposto dos cidadãos de bem. Em casos como este tem que haver a pena de morte SIM...

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  5. wanderson
    Triste o saber que as leis no nosso pais e tal banal,um crime de um monstro desse que no final fk sendo sustentado pela sociedade.
    um animal desse tinha que ficar em prisao perpetua com direito a uma surra todo dia,com pessoa com odio no coraçao lembrando do que ele fez com aquela briança que nao vai mais voltar.

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  6. um monstro como esse tem que morre aos poucos sendo torturado ao vivo,essa sim e a lei que deveria ter aqui hoje em nosso pais para servi de exemplo para os demais criminoso

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  7. Fico triste em saber que depois de uma crueldade dessa, a sociedade fica refem dos tributos do governo p/pagar impostos obrigatorialmente para que um individuo desse venha se alimentar na prisao com as nossa arrecadaçoes,uns monstro desse tinha que ser tratado como um bicho pro resto da vida dele, para servi de exemplo para bandidagem.

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