domingo, 3 de janeiro de 2010

Imprensa dá informações inúteis sobre a tragédia em Angra dos Reis

Imprensa dá excesso de informações sobre a tragédia em Angra Tudo bem que a tragédia em Angra é um assunto que merece grande atenção por parte da imprensa. Entretanto, jornais, revistas, TVs, rádios e sites estão dando informações além da conta sobre este caso, algumas deles totalmente inúteis. Parece que o mundo parou só por causa do que ocorreu em Angra.

Essa história de mostrar que a imprensa internacional está dando destaque ao fato de nada interessa ao público. Se ao menos, os estrangeiros fossem prestar ajuda às vítimas, tudo bem. E sempre quando acontece um assunto de repercussão por aqui, a imprensa vem com essa.

Outra coisa inútil é falar que a prefeitura e governo não sei de onde decretou luto por três, quatro dias pelas mortes. O que issoacrescenta às famílias das vítimas ou à sociedade. Rigorosamente nada.

Agora a informação mais sem sentido dada durante a cobertura foi a de que famosos se declararam chocados com a tragédia. Publicaram por aí que a Preta Gil e Luciano Huck postaram no Twitter solidariedade às famílias. Eles vão ajudar? Certamente que não, então isso não deveria nem ser mencionado.

Vi também uma informação de que o filho do presidente francês estava na Ilha Grande durante a tragédia. O que isso influenciou no fato? Se ele fosse vítima, tudo bem, mas não era, então é gastar munição falando sobre isso.

Destaque para famílias ricas
Essa histeria por explorar dramas de famílias está exagerada demais também. Sem falar, que a imprensa está dando muito mais destaque (como sempre!!!!!!!) para as mortes dos ricos do que dos pobres, sendo que famílias inteiras de classe mais pobre foram dizimadas pela tragédia.

Um comentário:

  1. Tragédia mais falta de outro assunto no meio do feriadão dá nisso. Se a tragédia tivesse acontecido no meio do carnaval ou da Copa, talvez não houvesse este excesso de informação. A grande questão agora é: alguma instância de governo vai se comprometer seriamente a reformular a ocupação das áreas? Ou vamos culpar apenas a chuva e deixar por isso mesmo?

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