quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ajuda ao Haiti? E o povo daqui?

Louvável essa solidariedade brasileira com o povo do Haiti. Entretanto, um país pobre como o nosso, cheio de gente passando fome nas ruas, sem emprego, sem casa, deveria priorizar a população daqui e deixar a ajuda aos haitianos para as nações ricas, como os Estados Unidos, Japão e os europeus. Mas a politicagem impera no Brasil.

Um amigo chegou a comparar o Brasil ao camarada que recebe salário mínimo, mas que, ao parar num boteco, faz questão de pagar meia dúzia de cervejas aos amigos para fazer uma 'presença'. A 'meia dúzia de cervejas' custará ao Brasil U$ 15 milhões.

Outra coisa é mobilizar o Exército para ir ao Haiti. Aqui, os militares não têm serventia nenhuma praticamente. Só são usados quando algum presidente gringo vem fazer uma visita. E as fronteiras? Por lá, entram as armas e as drogas que abastecem os bandidos. É obrigação botar os milicos lá para tomarem conta.

Eles poderiam ainda ajudar na segurança pública. Os militares têm armas potentes assim como os bandidos e poderiam muito bem atuar junto às polícias civil e militar para combater principalmente o narcotráfco nas grandes cidades.

3 comentários:

  1. Me desculpe mas desta vez não posso concordar contigo, Marcelo.A pobreza existente no Haiti antes mesmo do terremoto nem se comparava com a do Brasil.Agora então, nem se fale.Nem as piores favelas ou vilarejos sertanejos aqui do Brasil se comparam com a situação vivida no Haiti.Estou de acordo com o trabalho do Brasil por lá.

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  2. Não tem problema algum em não concordar comigo. Eu até gosto quando isso acontece porque estimula o debate.
    Digo apenas que o que o Brasil tem feito pelo Haiti poderia ser feito por países ricos, que dipõem de muito mais recursos do que nós.
    Nossos militares são subaproveitados aqui, mas poderiam fazer trabalho semelhante nas áreas mais carentes do Brasil.
    Claro que não há comparação entre Brasil e Haiti (onde a miséria é generalizada), mas alguns rincões de pobreza daqui se parecem muito com a situação vivida pelo povo de lá.
    O que incomoda é sentir nessa ajuda humanitária um cheiro de politicagem. Lembre-se que o Brasil é doido por uma cadeira no conselho de segurança da ONU.

    E o trabalho no Haiti pode ajudar e muito...

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  3. Marcelo,
    os oficiais "jogadores de peteca" do Forte do Leme, os oficiais "colocadores de rede de voley" do Forte de Copacabana, os oficiais "atletas" do Forte da Urca, os oficiais "seguranças de corredor" do Comando Militar do Leste, os oficiais "comedores de larva" da Amazônia, os oficiais "vendidos de Brasília",e outros mais... devem estar muito chateados contigo... a segurança nacional, as fronteiras, as estratégias de combate, o serviço de informações ... nada a comentar. Parabéns pelo tema abordado. Aqui existem famílias mortas por outras formas muito mais drásticas do que aquelas que vimos na TV. Teria muito mais a falar mas vou ficar por aqui senão posso me prejudicar.

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