sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PMs do BPChoque furtaram pistola de colega do GAM no dia da queda do helicóptero

Conforme reportagem publicada no portal R7 (http://tinyurl.com/ykrlwpm), dois PMs lotados no Batalhão de Choque da Polícia Militar foram afastados dos serviços de rua por terem furtado a pistola de um soldado do Grupamento Aero Marítimo (GAM) da corporação no dia 17 de outubro, pouco tempo depois de o helicóptero ter sido abatido por traficantes do Morro do São João, no Engenho Novo.

O Temos Isso teve acesso a detalhes do ocorrido e vai explicar exatamente o que aconteceu naquele dia.

O soldado do GAM havia deixado o serviço, mas teve que voltar por causa da guerra na Zona Norte. Ele foi até o batalhão vestiu a farda, pegou um fuzil e uma pistola da corporação e foi até a favela onde a PM fazia uma operação.

Como não tinha viatura para seguir até o local, o policial foi no próprio veículo. Diante do intenso tiroteio, ele foi orientado por colegas de farda e deixar o carro na própria Rua 24 de Maio, sob o viaduto do túnel Noel Rosa e ao lado de uma viatura da PM. É importante dizer.

Como estava com armas da corporação, o PM deixou a pistola particular dentro do carro. Ao contrário do que informou a PM, o soldado não deixou o carro aberto. Ele o trancou. Minutos depois, o policial foi informado por outro policial do BPChoque que o seu carro havia sido arrombado. Esse policial estava com os documentos do colega na mão e, por isso, o reconheceu.

Diante do sumiço da pistola, logo lançou-se a suspeita sobre os próprios policiais militares, uma vez que ladrões naquela região ocupada por centenas de policiais seria praticamente impossível. A informação chegou até o comandante do BPChoque, que reuniu a tropa para esclarecer os fatos.

Arma foi devolvida
Nesse momento, o policial que havia furtado a pistola do colega se aproximou dele, pediu desculpas e se disse arrependido, abrindo a mochila e devolvendo a arma. Mesmo assim, o comandante da unidade levou o caso à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para que o desvio de conduta fosse investigado.

Os PMs envolvidos foram presos administrativamente, mas conseguiram a liberdade e por enquanto fazem serviços administrativos no batalhão. Um deles tem apenas um ano de PMERJ e agora poderá até ser submetido a conselho de disciplina, que poderá decidir pela sua expulsão.

Um comentário:

  1. seria um daqueles casos em que o réu ganha CEM ANOS DE PERDÃO??????

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