quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Incompatibilidade na área de inteligência

O incidente com o helicóptero da PM parece ter marcado uma incompatibilidade entre os órgãos de inteligência do estado.

Primeiro, a PM reconhece que a Polícia Civil passou informações acerca da invasão, mas nada fez porque o seu Serviço Reservado não confirmou tais informações.

Em seguida, a secretaria de Segurança do Rio deu uma resposta à sociedade, transferindo um grupo de presos para Campo Grande (MS). O problema é que alguns desses presos não tiveram relação alguma com a guerra travada entre traficantes do Morro dos Macacos e do São João.

Um deles é Facão, que não pertence a nenhuma das facções envolvidas no confronto. Outro, do mesmo grupo de Facão, é Márcio da Silva Lima, o Tola. Este comandava o Complexo de Senador Camará, enquanto Facão e Matemático estavam na cadeia. Já lá dentro, ele era apenas mais um e sua transferência foi motivo de piada para a inteligência do sistema penitenciário.

Outro preso de nenhuma expressão dentro da cadeia é Barbosinha, que também foi transferido. Do lado de fora, o bandido controlava o tráfico no Morro do Turado. Imagina-se que as indicações desses nomes tenham partido da Polícia Civil, já que na Sispen (Superintendência do Sistema Penitenciário) ninguém foi consultado em momento algum.

Só para lembrar, houve um desconforto quando agentes da Sispen prenderam Facão, em São Paulo. Dizem que a Polícia Civil não gostou muito...

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