sábado, 19 de setembro de 2009

Sapato de repórter vira destaque na 1ª página


Esta semana, o jornal O Dia publicou uma foto enorme na primeira página sobre mais um tiroteio no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho. O flagrante feito por Severino Silva mostra um motociclista abandonando a moto para fugir dos tiros. Em baixo, vinha o título 'Dia de cão no Rio', visto que, no mesmo dia, a chapa também estava quentíssima em outros cantos da cidade, como no Complexo da Maré.

O inusitado na foto é que no canto direito inferior há um sapato, que faz qualquer um pensar que, no desespero, o dono o deixou para trás. Fiquei sabendo esta semana que o tal sapato não é de nenhum morador da região, motorista ou motociclista, mas sim do colega Ernani Alves, repórter da TV Record. Pois é, cinegrafistas da própria emissora juram que o sapato é dele sim e que foi devidamente largado na hora em que a bala comeu.

Somente o colega é capaz de confirmar se o sapato é ou não dele, mas a foto tem outro detalhe curioso. Se você reparar ao fundo, vai ver pelo menos mais um jornalista tentado fugir dos tiros. Prova de que enquanto as pessoas evitam os tiroteios, nos sempre vamos onde eles estão.

7 comentários:

  1. a imprensa não tem que ficar cobrindo mais tiroteio em favela. é sempre a mesma coisa, assunto para lá de batido e os profissionais correm risco nestas matérias. nesta semana, dois cinegrafistas ficaram feridos no Juramento

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  2. A POLICIA NÃO TEM QUE FICAR DANDO PROTEÇÃO PRA JORNALISTAS , ESSES SAFADOS ADORAM METER O PAU NA POLICIA E ADORAM TAMBÉM DEFENDER TRAFICANTES..LADRÕES...PIVETES...

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  3. É, mas tem coleguinha que continua tendo orgasmos quando tem uma operação policial em favela

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  4. Jornalista que acha que tem que escrever (ou falar) o que ouve (como em telefone sem fio), ao invés de acompanhar para poder relatar os fatos que realmente aconteceram, deveria simplesmente mudar de editoria... ao invés de cobrir polícia, escolher esportes, cultura, gastronomia,...

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  5. O problema não é que os jornalistas continuem aparecendo em tiroteios, mas que continem escapando ilesos!

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  6. Acho curioso como sempre tem alguém pronto para descer o malho na imprensa, reclamar das pautas e da cobertura, dizer que a imprensa é sensacionalista e quer faturar com o sofrimento alheio. Até que o bicho pega na área dele e um vizinho ou parente, ou ele mesmo, é vítima de um abuso ou uma covardia. Aí, a primeira coisa que fazem é gritar pela imprensa, pedir que seu drama passe na TV e saia nos jornais. Se mostrando os abusos e atrocidades eles continuam a acontecer desbragadamente, imaginem como seria se absolutamente tudo ficasse na surdina?

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  7. o problema são as coberturas em favelas. operações policiais que sempre resultam na mesma coisa (apreensões de armas, drogas, blablabla).
    acho que, pelo salário que o repórter ganha, ele não precisa correr riscos acompanhando um tiroteio dentro de uma favela, podendo levar um tiro de fuzil a qualquer momento. é sempre a mesma coisa todo dia.
    pode ver, os textos de cobertura de favela são sempre os mesmos. Operação com x policiais, com apoio de helicóptero e veiculo blindado (caveirão), policiais recebidos a tiros, tudo a mesma coisa, apreenderam tantos kg de maconha, de cocaína, tantas armas. nada muda.
    não vale a pena o risco para um texto e informações iguais todos os dias.

    mas muita gente gosta de aparecer mais que os outros....

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