sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Por que a Nova Cedae não faz a operação Gato Favelado?

Ainda há pouco fui surpreendido por um e-mail da Nova Cedae sobre uma ligação clandestina de água em um restaurante da Zona Sul do Rio. Trata-se do Pronto, um estabelecimento que já está no local há muitos anos, frequentado por famílias inteiras, que conhecem os garçons pelo nome. Conheço o local e, aos fins de semana, o rodízio de pizzas é de ótima qualidade.

Fico surpreso não por se tratar de um restaurante da Zona Sul, mas pela espetacularização que a Nova Cedae continua fazendo em cima de estabelecimentos comerciais, como restautantes, motéis e muitos condomínios de luxo da cidade. Claro que é absurda a situação dos gatos de água, assim como toda e qualquer forma de clandestinidade.

O dono do Pronto, que acabou preso, tem mesmo que ser responsablizado, assim como qualquer um que cometa o referido crime. O problema é que a fiscalização da Cedae não vale para todos. O que tem a dizer o presidente da companhia, Wagner Victer, sobre as mais de mil favelas, com as suas inúmeras unidades habitacionais, que não pagam pela água que consomem?

Dois pesos e duas medidas
Sobre os estabalecimentos comerciais, ele diz: "Ligações clandestinas contribuem para desabastecer algumas localidades, além de causar grande prejuízo nos cofres da Cedae. É um absurdo que empresas e comércio, principalmente localizados em áreas nobres da cidade, façam gatos na rede da Cedae prejudicando quem paga água".

E nas comunidades intituladas de 'carentes', não há prejuízo para o abastecimento e para quem paga água? É claro que há, mas é muito mais fácil fiscalizar e batizar operações de 'Gato Gourmet' do que entrar nas favelas para fazer a operação 'Gato Favelado'.

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