quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ônibus 350: estado condenado a pagar 'esmola'

Lembram-se do caso do ônibus 350, incendiado na Penha, em novembro de 2005, causando a morte de cinco pessoas e deixando outras cinco gravemente feridas?

Pois é, na época a Polícia Civil chegou a apresentar Sabrina Aparecida Marques Mendes (foto), como sendo Brenda, namorada do traficante Lorde, que chefiou o ataque. Sabrina foi acusada de participação no crime e ficou 28 dias presa, mas acabou provando sua inocência.

Eis que esta semana o juiz Cláudio Luís Braga Dell'Orto condenou o estado do Rio de Janeiro a pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais a Sabrina.

O valor é uma 'esmola' para quem foi acusada de um crime grave, foi apresentada para a imprensa e ficou na cadeia por praticamente um mês.

9 comentários:

  1. Eles apostam demais na certeza da impunidade e ela não é tão real quanto eles pensam. E eu amo quando isso acontece, pq parece estar virando moda caluniar, difamar, taxar disso e daquilo na mídia sem ter como provar, então que sirva de exemplo para pessoas que passaram e passam Todos os dias por situações semelhantes.

    Belo post parabéns abraço

    ResponderExcluir
  2. E tem mais, Marcelo. Na época, a Sabrina(acusada injustamente) foi levada para reconhecimento das vítimas. A então inspetora Marina Magessi me pediu para participar do reconhecimento. Eu fui só pra poder conversar com a "acusada". Tudo que ela me disse na sala da delegacia se confirmou depois.
    E pra piorar a situação, as vítimas foram unânimes: apontaram a mim como a incendiária do ônibus e não a ela. Aquela situação deixou claro que não havia evidências contra a moça e que as vítimas não tinham a menor condição de reconhecer os envolvidos, uma vez que apontaram a repórter como a criminosa! Mesmo assim, Sabrina foi mantida presa.

    Os coleguinhas que cobriram este caso se lembram bem desta história que foi engraçada para mim e para eles (naquele momento) e triste, muito triste para Sabrina.

    A partir daí, eu passei a ter sérias restrições a esses reconhecimentos pessoais e por foto. As vítimas não fazem por mal, obviamente, mas, na maioria dos casos, ficam tão nervosas no momento do crime que não conseguem lembrar dos rostos dos criminosos depois.

    Por isso, uma investigação séria da polícia é necessária. Infelizmente, neste caso o erro foi gravíssimo e R$ 40 mil, de fato, é pouco para uma pessoa que foi apresentada como incendiária de um ônibus ao vivo no RJTV, com direito à coletiva do então chefe de Polícia Álvaro Lins. Será que algum dinheiro poderia reparar esse erro? Tenho dúvidas...

    Um beijo grande!

    ResponderExcluir
  3. QUANTO O POLICIAL DO BOPE VAI RECEBER INDENIZAÇÃO , POR SER ACUSADO INJUSTAMENTE POR UMA VAGABUNDA FALEVADA?

    ResponderExcluir
  4. O BOPE não tem que receber indenização por nada. No morro ele mata de graça, independente de ser trabalhador ou não, porque ele não e investigado, quando não prende ninguém ele rouba e bate nos moradores. O BOPE vive sendo acusado de truculência e mais ninguém faz nada para investigar e agora quando está certo quer justiça.

    Isso aqui e Brasil!!!

    ResponderExcluir
  5. OLHA UM VAGABUNDO FAVELADO ESCREVENDO BESTEIRA.
    AE SEU VICIADO , CUIDADO PRA NÃO TER UMA OVERDOSE HEIN VICIADO.

    ResponderExcluir
  6. Caramba Priscilla, eu não cobri o caso 350 na rua. Estava na redação, mas não fiquei sabendo dessa história. Eu também não confiava muito em reconhecimentos, sobretudo por foto e retrato-falado. Mas essa sua história é incrível. Merecia até um post aqui no blog.

    ResponderExcluir
  7. Para o Anônimo do BOPE:
    Eu gosta da fazer esses comentários, porque vocês policías nunca têm solução pra nada, rsrsrs. Tudo vocês jogam a culpa ou no salário, Governador e nunca admite ou reconhecem o erro.

    Favelado posso ser, viciado também não, mas garanto pra você que tem um monte de amigo seu de varda que se amarra dar um tequinho, rsrsrs.

    ResponderExcluir
  8. PAREI EM LÊ EM "VARDA".

    VAI APRENDER A ESCREVER SEU FAVELADO IMUNDO.

    ResponderExcluir