sábado, 12 de setembro de 2009

Depois da vistoria, presos de Bangu protestam: Playstation! Playstation! Playstation!

Num programa do SBT apresentado por um casal de adolescentes, todos os dias pela manhã, quem ganha as brincadeiras por telefone tem direito a tentar escolher o prêmio. De uma lista, o video game é sempre o mais cotado. Na torcida, os apresentadores mirins gritam: "Playstation! Playstation! Playstation!"

Talvez tenha sido assim, participando do Bom Dia e Cia que presos do Rio conseguiram colocar o sonho de consumo da garota dentro de uma cela da Penitenciária Vicente Piragibe, no Complexo de Bangu, reduto do CV. E com três controles, diga-se de passagem.

De muitas coisas apreendidas, o Playstation foi a que mais impressionou. Sobretudo porque não pode ser escondido dentro da vagina para entrar na cadeia.

De acordo com a própria Seap, veja a lista do que foi apreendido durante a vistoria, além do video game: "um aparelho DVD player e 79 mídias; 18 aparelhos celulares, 10 carregadores e 23 chips; dois aparelhos de rádios vertex e um de rádio nextel. Também foram encontrados três modems wi-fi de operadoras de celulares; 342 pequenos sacos plásticos contendo, supostamente, maconha e 607 aparentando ser cocaína. Os inspetores localizaram também um relógio, um anel de ouro, uma serra inteira e R$ 4.330 em espécie" (foto).

Apenas um preso foi responsabilizado por estar com parte da grana. Quanto aos funcionários, corre uma sindicância aí...

2 comentários:

  1. Agora foi game over, mas daqui a pouco a bandidagem passa de fase...

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  2. Muito bom, Marcelo! Gostei da reportagem, contudo, isto só é a ponta de um icebreg que está prestes a submergir. A omissão da SEAP resultará em muitos problemas nesse presídio. Grandes lideranças de facções criminosas do Rio de Janeiro estão cumprindo pena neste lugar, mas não há estrutura para uma eficaz fiscalização por parte do quadro funcional(existe 08 servidores para um efetivo de, aproximadamente, 1700 presos), considerando que, ainda surge a concorrência do "agente duplo", cuja proliferação se intensifica em virtude da falta de investimento da Secretaria de Estado e Administração Penitenciária.

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