segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Alguns aspectos sobre a cobertura do caso sniper da PM em Vila Isabel



Dia desses alguém reclamou aqui no blog que eu tinha o hábito de falar mal da polícia. Sexta-feira, durante um assalto em que uma comerciante foi feita refém, em Vila Isabel, a PM fez uso correto de seu atirador de elite. A ação foi tão bem planejada e executada que não sobrou espaço sequer para os defensores dos direitos humanos, que sempre conseguem uns segundos na TV e umas linhas nos jornais. Parabéns ao coronel Príncipe, que orquestrou toda a ação ao lado do capitão Nascimento, e ao major Busnello pela precisão. A refém também merece atenção especial, pois o ato de curvar-se para frente para vomitar facilitou, e muito, a vida do sniper.

Além do evento em si, a cobertura de alguns veículos de comunicação também chamou a atenção. Um telejornal usou a palavra tragédia para se referir à morte do criminoso. Tragédia seria se aquela granada explodisse. Bandido, refém e policiais em pedaços, já pensou?

Já uma outra emissora alegou que a imagem do tiro acertando a cabeça de Sérgio era muito forte e preferiu não exibi-la. Vejo todos os dias imagens muito mais fortes do que aquela, companheiros... o desespero do pai do menino João Roberto, que aos 4 anos foi morto por policiais na Tijuca, me choca muito mais do que a morte de um homem que fez refém uma mulher usando uma granada. Isso para citar apenas um exemplo. Alguns dizem que a emissora não exibiu porque a imgem feita pela Globo e comprada de um cinegrafista amador pela Bandeirantes era melhor. Aí também é maldade...

Um morador do prédio em frente fez excelentes fotos e as vendeu para o jornal O Dia. O pessoal do SBT tentou conseguir, mas as queria de graça. "Pô, companheiro, o Sílvio Santos fica jogando aviãozinho de dinheiro no programa dele, e vocês querem de graça?", indagou o autor das imagens.

Já o jornal o Estado de São Paulo protagonizou uma cena inusitada. Foi o último veículo a chegar ao local. Perdeu tudo e foi até a delegacia recuperar a história. Eis que nesse momento o major Busnello abre a caçamba da viatura e pega o seu FAL calibre 7.62, a arma que salvou a vida da comerciante. O fotógrado vinha de frente e foi o único a fotografar. Até então, o major não havia aparecido de fuzil em punho. Essa foto foi publicada também no jornal Extra.

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