segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Agentes penitenciários entram em greve!

A partir de 0h desta terça-feira, os 3.850 agentes penitenciários do Rio de Janeiro entram em greve. A paralisação dura pelo menos até às 9h de quinta-feira, quando representantes do sindicato da categoria vão até a Alerj se reunir com integrantes das comissões de Segurança e Direitos Humanos e pedir providências.

Eles reclamam do tratamento vexatório que vem recebendo por parte da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Durante revistas para apurar denúncias de material ilícito dentro das unidades prisionais, agentes foram obrigados a tirar toda a roupa e agachar para comprovar que nada havia com eles. Tiveram ainda carros, bolsas e pertences revirados por outros inspetores da Seap, de acordo com denúncia do sindicato.

"É um absurdo o que vem acontecendo. Vamos ao Ministério Público, à OAB, à Alerj, além de enviar uma carta ao governador Sérgio Cabral. Estamos sendo humilhados e exigimos uma indenização moral. Há um companheiro que se recusou a tirar a roupa e foi algemado e agredido", disse Francisco Rodrigues, líder sindical.

Ni último dia 11, inspetores da penitenciária Pedro Melo, em Bangu, foram obrigados a ficar pelados durante revista. Na outra quinta, aconteceu o mesmo em Japeri. Os alvos dos servidores são o coordenador do complexo de Bangu, Rocha, e o coordenador-geral das unidades prisionais, Perrote.

Com o estado de greve, apenas as emergências funcionam, assim como a parte de alimentação. Banho de sol, administração e visitas estão canceladas, o que deve causar um tremendo tumulto na cadeia. Hoje, terça-feria, por exemplo, é dia de visita na Pedro Melo, em Bangu, unidade onde há presos da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Certamente, isso vai dar problema...

Os presos daquela unidade também pretendem se manifestar fazendo greve de fome, contra as más condições a que são submetidos na prisão.

De fato, essas denúncias estão pipocando e se, de fato elas procederem, a Seap está cometendo um crime, já que servidores estariam agindo sem poder de polícia e em situações onde não há flagrante delito. O que a Seap poderia e deve fazer é instaurar um procedimento administrativo para apurar as denúncias.

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