terça-feira, 14 de julho de 2009

O empenho na caçadas aos assassinos de PM deveria ser uma regra, mas é exceção

Na última sexta-feira, um cabo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a famosa tropa de elite da PM do Rio, foi morto com tiros pelas costas ao tentar impedir um assalto, no Largo da Segunda-feira, área movimentada da Tijuca, na Zona Norte da cidade. Desde então, o Bope já fez operações em pelo menos cinco favelas, onde matou pessoas e apreendeu armas e drogas. Detalhe importante: nenhum dos mortos participou da morte do policial.

O Bope já incursionou becos do Morro do Tunano, na Tijuca; Morro dos Macacos, em Vila Isabel; Santo Amaro, no Catete; Parque Alegria, no Caju; e Maré. E a intenção de seus oficiais é manter a caçada aos assassinos do cabo Ênio até que eles sejam encontrados. A iniciativa mereceria elogios, caso fosse assim também com o cidadão comum, que paga seus impostos e tem na segurança pública um direito adquirido. Mas não! Infelizmente, a polícia só age desta forma quando um dos seus é morto por bandidos armados que tomaram conta da cidade, sobretudo na Tijuca, uma ilha urbana cercada por morros e favelas.

Espero sinceramente que os homens de preto, como são chamados, encontrem os assassinos, embora sinceramente duvide que eles saibam quem realmente são esses criminosos. As ações funcionam como uma espécie de pressão para que o próprio tráfico, incomodado pelo prejuízo que as operações causam, entregue as cabeças dos envolvidos na morte do policial. É o que deve acontecer...

Em tempos de mudanças na PM, seria bom que o mesmo empenho depositado na caçada a estes marginais, aconteça também quando a vítima não use farda e não ande armada. Essa sim seria uma mudança importante. Afinal, de acordo com o texto constitucional, somos todos iguais perante à lei. Ou não?

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