segunda-feira, 27 de julho de 2009

A lenga-lenga do transporte aquaviário no Rio

No dia 8 de abril, atrasos no embarque para Niterói provocaram um intenso quebra-quebra na estação das barcas na Praça XV. Dias depois, o governador Sérgio Cabral anunciou um empréstimo de R$ 8 milhões para a concessionária que administra o transporte. O dinheiro seria investido na reforma de duas grandes embarcações de 2.000 lugares. No mesmo dia, foi anunciado a formação de um grupo de trabalho para discutir propostas a longo prazo para o transporte aquaviário. Na época, comia solta uma CPI na Assembléia Legislativa sobre o tema. Falou-se também que o governo cederia à Barcas S/A o terminal desativado da Transtur.

Pois bem, esse grupo de trabalho fez várias reuniões no gabinete do secretário de Transportes, Júlio Lopes. Assim que a CPI na Alerj acabou, o tal grupo parou. Falou-se muito de compra de novas embarcações, apresentou-se um projeto de ampliação do terminal da Praça XV, entre outras coisas. Nada aconteceu. O tal dinheiro que seria emprestado também não saiu. A CPI também, ao que parece, não deu em nada. Parece ter servido mesmo como obra eleitoreira dos parlamentares, que fizeram muito estardalhaço por nada. E o terminal da Transtur continua lá, abandonado.

Enquanto isso, lá no estaleiro das barcas e no litoral sul fluminense, várias embarcações permanecem paradas (Expresso Brasil, Expresso Macaé, Visconde de Morais, Itapetininga, Avatares, Itapuca, Lagoa) e duas outras (Santa Rosa e Urca) que já tiveram baixa, apodrecem na Baía de Guanabara.

Neste tempo, a empresa colocou duas embarcações no tráfego (o catamarã Pégasus e a barca Ipanema). Entretanto, os problemas de manutenção continuam sendo frequentes. A barca Brizamar (foto), por exemplo, que é recordista de ocorrências, bateu em uma embarcação da Petrobras no trajeto para Paquetá. Por sorte, ninguém se feriu. E lá no sul fluminense, todas as viagens entre Mangaratiba, Ilha Grande e Angra dos Reis são feitas com tempo bem maior do que o previsto.

O problema existe, é grave, todo mundo sabe, mas ninguém fez nada...

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