quarta-feira, 15 de julho de 2009

11 anos depois, Chacina do Maracanã continua sem solução

Onze anos depois, um crime bárbaro que chocou o Rio de Janeiro continua impune. O Tribunal de Justiça do Rio absolveu os sete acusados da morte de quatro jovens no dia 10 de outubro de 1998, no cruzamento da avenida Maracanã com a rua São Francisco Xavier, no episódio que ficou conhecido como a 'Chacina do Maracanã'.

Este crime tem relação direta com a criação do grupo 'As Mães do Rio', que reunia vítimas da violência no Rio. A presidente e fundadora, Euristéia Azevedo, teve um filho morto neste caso, William Keller Azevedo. Euristéia morreu em janeiro aos 66 anos, vítima de um infarto, três meses antes da decisão judicial.

Relembrando o fato. No dia 10 de outubro daquele ano, o filho de Euristéia, William saiu com a namorada Ana Paula Goulart e um casal de amigos (Carlos André Batista da Silva e Thalita Carvalho de Mello) para se divertirem em um clube em São Cristóvão.

Após uma discussão com um grupo de homens, alguns deles policiais, o veículo em que estavam os jovens foi perseguido. Os assassinos efetuaram 47 disparos contra o carro, matando todos os jovens.

Quatro PMs, um policial civil, um soldado da Marinha e um agente penitenciário foram acusados mas acabaram absolvidos.

Na sentença, a Justiça alegou que nenhuma das testemunhas ouvidas em contraditório na instrução criminal trouxe qualquer dado concreto que indique a participação de qualquer um deles no evento criminoso. A prova técnico-pericial de confronto balístico entre uma arma de fogo apreendida nos autos e os projéteis extraídos das vítimas resultou negativo.

Segundo a Corte, dentro deste contexto, é forçoso convir que não há nos autos um conjunto suficiente de indícios de autoria que autorize a pronúncia

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