segunda-feira, 29 de junho de 2009

Recursos eletrônicos no futebol: medida mais do que urgente

O lance de Kaká na partida contra os Estados Unidos em que a bola nitidamente entrou mas o árbitro não deu o gol reforça ainda mais a necessidade da instituição dos recursos eletrônicos no futebol para esclarecer fatos duvidosos e acabar de vez com a incompetência dos juízes.

Há quem diga que vai acabar com a emoção no futebol, na polêmica que fica após as partidas em que comentaristas, torcedores, jogadores, dirigentes e técnicos ficam discutindo por dias o lance duvidoso. Mas em nome desta tal emoção, o esporte é obrigado a conviver com cada absurdo, gols legítimos são anulados, impedimentos ou penâltis escandalosos não marcados e que influenciam diretamente no resultado das partidas, mudando por vezes vencedores de campeonatos.

Falam que o árbitro tem direito a errar. Não tem não. Ele é uma figura neutra dentro de campo. Se ele erra, prejudica uma equipe e beneficia outra mesmo não tendo a intenção.

A polêmica do impedimento
O impedimento é o item que mais causa polêmica, portanto deveria ser definido pelos recursos eletrônicos. Uma sugestão é deixar o lance correr e depois de sua finalização, o video-tape decidir se a jogada vai ser válida ou não. Se fizerem uma estatística, com certeza, vão descobrir que mais da metade dos impedimentos ou dos não-impedimentos são marcados erroneamente.

Claro que esta regra é mal feita. Foi elaborada para o bandeirinha errar mesmo porque os lances costumam ser rápidos e, muitas vezes, não dá para definir se, no momento do passe, o jogador está na frente da defesa ou não. Se não querem instituir o recurso eletrônico, que se mude a regra então.

O grande problema talvez dos recursos eletrônicos do futebol seria que poderia haver uma distribuição desigual. Ele poderia só ser aplicado em jogos de primeira divisão ou daqueles que interessem aos meios de comunicação. Jogos da terceira ou quarta divisões, onde os absurdos cometidos pelas arbitragem devem ser bem maiores, poderiam ficar de fora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário