quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ex-comandante do BEP afastado por denúncias reclama da corporação

Após um jornal publicar matérias com denúncias de que presos do Batalhão Especial Prisional (BEP) pagavam propinas para sair da cadeia e receber visitas fora do horário, o ex-comandante da unidade, Genésio Lisboa Neves Júnior declarou em depoimento na Comissão de Segurança da Alerj de que os autores da reportagem não o procuraram.

“Tenho muitos documentos que podem provar que sempre fiz esforços para implantar na minha unidade a maior transparência possível, sempre de acordo com a legislação da execução penal, com o regulamento disciplinar da PM e com as normas gerais de ação da minha unidade. Desde a época em que assumi o comando, efetuamos diversas operações junto ao Batalhão de Choque, com o intuito de identificar e apreender materiais não permitidos”, disse.

De acordo com o ex-comandante do BEP, a PM não se pronunciou sobre o fato. "Num momento como esse, em que denúncias importantes são feitas e um comandante é exonerado por conta delas, a PM precisa se manifestar", disse.

O oficial falou ainda que não é onipresente e que, se houve as irregularidades, outras pessoas tinham responsabilidade. “Tinha segmentos subordinados a mim com o dever direto de atuar na fiscalização e na supervisão. Meu trabalho é difícil, mas não é impossível de se fazer. Sempre atuei de forma plena e os documentos que tenho são um contraponto ao que a matéria denuncia”.
O comandante afirmou que não tem responsabilidade pelo que o ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, chefe de milícia, tenha feito. Segundo denúncias do jornal, ele gozava de privilégios na cadeia. “O que o ex-soldado Fabrício Fernandes Mirra fazia antes de ser preso não é problema meu. Isso a Justiça tem que apurar. A PM tem a sua Corregedoria. Ele já foi excluído da corporação e ficou detido no BEP por uma decisão judicial, e não por uma decisão da Polícia Militar. Apenas cumprimos o que foi determinado pelo juiz”, frisou.

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