segunda-feira, 8 de junho de 2009

Apesar da Lei do Abate, aviões bolivianos descarregam cocaína no Brasil

Por Mario Hugo Monken

A interceptação de um avião em Rondônia com cocaína boliviana mostra que a entrada da droga no Brasil por via aérea continua intensa, apesar da Lei do Abate. Esta semana, a Força Aérea Brasileira (FAB) forçou em Rondônia a aterrissagem de uma aeronave que transportava cerca de 300 kg de cocaína de procedência da Bolívia. Um disparo foi feito para forçar o pouso do avião. Dois tripulantes foram presos.

Recentemente, outros casos reforçaram essa premissa. Em maio, um monomotor boliviano caiu no Mato Grosso. Dentro da aeronave haviam cerca de 30 kg de cocaína. Três pessoas morreram carbonizadas.

Em janeiro, 80 kg de cocaína foram achados em um avião que fora interceptado no município de Confresa, também no Mato Grosso. A aeronave também era da Bolívia.

No ano passado, a PF apreendeu em Rosário Oeste (MT) 48 kg de cocaína em uma chácara. A droga, que também veio da Bolívia, foi arremessada de um avião.

Segundo investigações, Rondônia e Mato Grosso são as principais portas de entrada da cocaína boliviana no Brasil. A colombiana costuma entrar pelo Paraguai.

Regulamentada em 2004, desde outubro passado, a lei autoriza a derrubada de aeronaves consideradas suspeitas que entram no território brasileiro.Pela lei, são consideradas suspeitas as aeronaves que não têm plano de vôo aprovado e que são oriundas de regiões reconhecidamente fontes de produção e distribuição de drogas ilícitas, como os vizinhos Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. Por conta desta lei, os narcotraficantes buscaram rotas alternativas mas os aviões com drogas continuam a entrar no país

O episódio ocorrido em Rondônia foi o primeiro fato em que as autoridades brasileiras colocaram em prática a Lei do Abate.

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