sexta-feira, 8 de maio de 2009

Miliciano condenado atuava na Gogó da Ema, em Guadalupe

O miliciano condenado esta semana pela 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio recebeu a punição por denúncias de que estaria exigindo dinheiro de moradores da favela Gogó da Ema, em Guadalupe. A notícia sobre a sentença foi publicada no Globo Online, na noite da última quinta-feira, mas não deu detalhes do caso. O acusado fugiu da cadeia em fevereiro.

De acordo com o processo 2008.001.387961-8, o réu (cujo nome não vamos divulgar) foi acusado junto a cúmplices de ameaçar uma mulher para obter a quantia de R$ 15 mensais que serviria de contribuição para a milícia que atua no local. Segundo os autos, a ameaça teria ocorrido no dia 28 de junho de 2005 na rua Fernando Lobo, número 1.046. O miliciano teria ameaçado ainda tomar o imóvel da vítima, se esta se recusassse a pagar o valor exigido. Somente quatro anos depois, no entanto, (dia 18 de fevereiro de 2009), virou denúncia do Ministério Público após conclusão de inquérito por parte da 30ª Delegacia Policial (Marechal Hermes).

Cartão de controle de pagamento dos moradores
Um dos fatos que complicou o miliciano foi a apreensão de um cartão de cor branca, com a inscrição 'Comunidade Gogó', com endereço de um dos moradores de um lado e, do outro, um quadro com espaços para a marcação do pagamento da mensalidade, mês a mês (de Janeiro à Dezembro), demonstrando a existência de um instrumento formal de controle do pagamento por parte do grupo paramilitar. Quando ainda estava preso, o réu negou as acusações, alegando não freqüentar a comunidade na época.

Nos autos, há citações sobre anotações policiais do miliciano e menciona ainda que ele teria sido capturado em dezembro do ano passado em situação de flagrância na favela do Barbante, em Campo Grande, após intenso tiroteio com policiais militares e portando armas de fogo de grosso calibre (dois fuzis, duas escopetas e uma granada).

O miliciano foi condenado a seis anos e oito meses de prisão. Também foi citado no relatório final da CPI das Milícias.

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