terça-feira, 19 de maio de 2009

Mexicanos desistem da Libertadores. E já vão tarde

Os times mexicanos decidiram há duas semanas que não vão continuar na Libertadores e, se valer a promessa, nunca mais participarão de competições promovidas pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), incluindo a seleção nacional na Copa América.

Apesar da grana alta que a televisão mexicana traz para a competição, não tem nada a ver os clubes daquele país disputarem a Libertadores. Eles pertencem a outro continente (América do Norte) que já possui um campeonato (a Copa dos Campeões da Concacaf) do qual os próprios mexicanos participam. Além disso, se um time mexicano ganhar a Libertadores, não pode participar do Mundial de Clubes.

Gripe suína
Os mexicanos participavam da Libertadores desde 1998. De lá para cá, chegaram na final apenas uma vez, em 2001, quando o Cruz Azul perdeu nos penâltis para o Boca Juniors. Mas já chegaram às semifinais outras vezes, com o América e o Chivas Guadalajara. Ganharam ainda uma Copa Sul-Americana, em 2006, com o Pachuca. Desde 1993, o México disputa a Copa América. A presença do país fortaleceu a competição mas, ao mesmo tempo, descaracterizou-a já que o torneio era o Campeonato Sul-Americano de seleções. Os mexicanos foram duas vezes vice-campeões, em 1993 e 2001.

A decisão de deixar a Libertadores ocorreu por conta da gripe suína. A Conmebol havia decidido que o San Luís e o Chivas não poderiam jogar no México nas oitavas-de-final e enfrentariam o Nacional (Uruguai) e o São Paulo em apenas um jogo, no campo do adversário. Isso não foi aceito e o país decidiu sair do campeonato, beneficiando claramente os uruguaios e os brasileiros, que se classificaram automaticamente para as quartas-de-final. Grêmio e Cruzeiro já protestaram contra a 'ajuda' aos 'são-paulinos'.

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