quinta-feira, 28 de maio de 2009

Investigações internas que acabaram em pizza

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Civil apontaram que PMs de um batalhão da Zona Norte do Rio teriam praticado extorsão contra traficantes do conjunto da Varginha, em Bonsucesso. As gravações, feitas há seis anos, revelaram que policiais teriam exigido dinheiro e armas para liberar dois traficantes da favela que foram presos na Rua do Canal portando drogas.

Os policiais teriam pedido grana para o chefe do tráfico da comunidade na época, conhecido como Capixaba, para soltar os comparsas. Este bandido, após ser preso, também teria sofrido tentativa de suborno em uma delegacia, fato não consumado devido a interferência da Corregedoria da Polícia Civil. O relatório do inquérito 021-09155/2003 informa que há fortes indícios de que flagrante foi montado pelos policiais militares, que teriam praticado o crime de extorsão contra os indiciados.

Entretanto, na investigação feita pela Corregedoria da PM e no processo aberto pela Auditoria da Justiça Militar, alegou-se falta de elementos para incriminar os policiais militares. Com isso, três PMs investigados no caso acabaram recebendo punições leves, de detenção de seis dias. Acabou em pizza também um IPM que apurou ainda um suposto suborno feito por traficantes da favela Parada de Lucas a policiais militares que teriam recebido dinheiro dos criminosos para facilitar uma invasão à vizinha comunidade de Vigário Geral no final de 2005.

Três PMs, um deles já morto, eram investigados mas o Conselho de Disciplina decretou que eles eram capazes de permanecer na corporação. Segundo depoimento de testemunhas à Justiça, o traficante Furica, na época chefe de Parada de Lucas, teria oferecido pessoalmente o dinheiro aos PMs, que trabalhavam no PPC daquela comunidade. Os traficantes, de acordo com a de núncia, teriam invadido Vigário com roupas da corporação.

A investigação interna revelou que o GPS das viaturas usadas pelos PMs não teria apontado que eles circularam por Vigário na data revelada pela testemunha e os policiais ficaram livres.

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