sábado, 9 de maio de 2009

Falta de macas em hospitais, faz pessoal do Samu esperar até 20 horas

Por Marcelo Bastos

Qualquer cidadão que circule pelo Rio já deve ter se perguntado o que fazem tantas ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estacionadas nas entradas das unidades de emergência da rede pública de saúde. A cena comum revela uma realidade que as autoridades ainda não conseguiram mudar: a falta de leitos e, nesse caso, de macas dentro dos hospitais.


Dia desses numa conversa com agentes que trabalham nessas ambulâncias, um deles me contou (sem saber que eu era repórter) que já estava há oito horas na porta do Salgado Filho (foto), no Méier, à espera da maca, e que já chegou a ficar quase 20 horas nessa situação. Para ficar mais claro: os pacientes que são socorridos pelo Samu chegam aos hospitais em macas do próprio Samu. Quando há macas disponíveis nas unidades de saúde, os pacientes são transferidos e o equipamento devidamente devolvido aos socorristas de plantão, que precisam continuar o trabalho, prestando socorro a outras vítimas.

Macas ficam 'presas'
Acontece que a falta de leitos e principalmente de macas, repito, faz com que os equipamentos do Samu sejam usados pelos pacientes mesmo dentro da unidade. Com as macas 'presas' com os pacientes, os socorristas não têm como deixar a unidade, simplesmente porque o equipamento é essencial para o trabalho deles. Motivos como esse fazem com que o pessoal do Samu tenha o seu trabalho prejudicado, já que eles permanecem horas à espera da devolução. Aí a população reclama que a ambulância demora a chegar num caso de urgência. E esse é apenas um dos motivos...

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