quinta-feira, 28 de maio de 2009

Clubes deveriam proibir a entrada de torcedores nos treinos

O incidente ocorrido esta semana nas Laranjeiras quando torcedores do Fluminense invadiram o treino, agrediram o jogador Diguinho (foto de Daniel Ramalho/Futura press) e um homem ligado ao clube teve que dar um tiro para o alto para acabar com a confusão tem que servir de reflexão para os dirigentes repensarem a entrada de torcedores para assistirem a preparação dos atletas.

Treino é local de trabalho. O técnico e os jogadores estão se preparando para a partida seguinte justamente fazer o melhor dentro de campo afim de agradar o torcedor. O bom senso pede um ambiente de tranquilidade e conforto. Imagine lá, você trabalhando e começar a ser xingado disso ou aquilo ou, de repente, vem alguém e invade o local para te agredir. No jogo, o xingamento é natural já que é um evento público, mas uma invasão também não se justifica.

Não se deve permitir a entrada de torcedores nos treinos, ainda mais destas truculentas torcidas organizadas. Apenas os sócios dos clubes deveriam assistir. Em uma peça de teatro ou em um show, o público assiste ao ensaio? Normalmente, não. O mesmo deveria acontecer com o futebol.

O próprio Fluminense já registrou um episódio semelhante. Em 2004, torcedores atiraram galinhas no gramado das Laranjeiras o que provocou a ira do atacante Romário que partiu para cima dos autores da ação. Em 2002, torcedores do Flamengo invadiram o treino na Gávea com extintores de incêndio.

Quem não se lembra da preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. A CBF permitiu a entrada dos torcedores e foi um festival, com direito a uma torcedora ter invadido o gramado para agarrar Ronaldinho Gaúcho. Esse oba-oba todo ajudou a tirar a concentração dos jogadores e contribuiu para o fracasso do time na competição.

Fica a reflexão.

Obs: De acordo com os coleguinhas que estavam no treino do Flu na hora da briga, o papo foi o seguinte:
- Pô, e você rapaz, diz que está doente, com tuberculose, mas não sai da Baroneti, do Barril 1800. Pra jogar você está doente, mas para ir pra night não, né? - reclamou o torcedor.
- Vou mesmo. O dinnheiro é meu e eu faço o que eu quiser - , respondeu Diguinho.

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