quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cartéis mexicanos chegam à fronteira Brasil-Paraguai e autoridades temem guerra

A gripe suína não é o único problema importado do México. A já confirmada presença de integrantes dos grandes cartéis de drogas mexicanos na fronteira Brasil-Paraguai está deixando as autoridades em alerta. O temor é que os traficantes de lá passem a usar a região como rota para o envio de entorpecentes como cocaína, efedrina, entre outras para os Estados Unidos e a Europa e, com isso, estabelecer concorrência com os narcos brasileiros e paraguaios. A disputa pelo controle das rotas poderá causar guerras sangrentas, de acordo com informações de jornais paraguaios.

No início deste mês, por exemplo, foi presa no Aeroporto Internacional de Assunção, uma mulher que seria líder do cartel de Sinaloa. Segundo a Secretaria Nacional Anti-Drogas do (Senad), a suspeita estaria na região para negociar novas rotas para o cartel.

Na fronteira Brasil-Paraguai reinam os grandes barões do narcotráfico como o paraguaio Líder Cabral Arías, os brasileiros Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Irineu Domingo Soligo, o Pingo, além de outros com origem brasileira, mas que possuem outras nacionalidades como Jarvis Ximenes Pavão, Fahd Yamil Georges e Luís Carlos da Rocha, o Cabeça Branca.




Pelo menos nove cartéis
Caso os mexicanos resolvam mesmo investir na região, o poderio deles ficaria ameaçado. Hoje, o México está dividido em vários cartéis. Os maiores são o da Sinaloa, Golfo e Tijuana. Há ainda os menores, como Juaréz, Oaxaca, Valencia, Colima, Los Zetas e Beltrán Levya . Segundo o Departamento do Estado Americano, cerca de 90% da cocaína que entra nos Estados Unidos seria traficada no México, que produz quase toda maconha consumida pelos norte-americanos. Só no ano passado, pelo menos 7 mil pessoas foram mortas por estes cartéis. A imagem acima, publica pelo Estadão mostra a divisão do México por áreas de atuação dos prinicpais cartéis.

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