terça-feira, 19 de maio de 2009

Ascom: o ponto fraco na prisão de Batman

Por Marcelo Bastos

Apesar de todos os elogios que a prisão de Batman, o miliciano, renderam à Polícia Civil do Rio, a assessoria de comunicação social mandou mal e figurou como o ponto negativo da história. O texto que segue abaixo foi 'copiado e colado' do corpo do e-mail da ascom, que dezenas (quiçá centenas) de coleguinhas receberam, no dia 14 de maio, sobre a apresentação de Ricardo Teixeira Cruz.

Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro PCERJ

O meliciano Ricardo da Cruz Teixeira, conhecido como Batmam, foragido do sistema penitenciário desde outubro do ano passado, preso na noite desta quarta-feira pela missão suporte, braço da Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro,com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais - Core – será apresentado à imprensa,às 10 horas, da manhã desta quinta-feira, 14/05/09, na sede da Polícia Civil.

Vamos verificar os problemas com o aviso de pauta:

1- "Meliciano". Se vem de milícia, o correto é miliciano, palavra que, aliás, deve ser escrita algumas centenas de vezes pelos assessores, né?

2- "Ricardo da Cruz Teixeira". Esse aí não é o Batman, já que o criminoso preso atende pelo nome de Ricardo Teixeira Cruz. A inversão dos sobrenomes também é erro grave para uma fonte oficial de informação.

3- "Batmam". O apelido do homem forte da 'Liga da Justiça' tem a mesma grafia usada pelo herói do cinema, que vem da expressão homem-morcego em inglês, portanto, Batman com N e não com M, como escreveram.

4- Vírgulas. O uso excessivo de vírgulas faz o texto ficar quase incompreensível. Numa tentativa de explicar o que é a Missão Suporte e falar sobre o apoio da Core, os coleguinhas se enrolaram todo e ainda quase me fizeram perder a respiração... muito ruim.

5- Endereço. Por mais que todos os jornalistas que cobrem a área de segurança saibam onde fica a chefia de Polícia Civil, seria bom escrever o endereço. Clareza é sempre bom, uma vez que apresentações de presos nunca são feitas no mesmo lugar.

Erros são comuns e os jornais, as TVs, as rádios (e até os blogs, rs) estão cheios deles. O problema neste caso é quantidade de problemas num texto que no meu e-mail não passa de três linhas, mínimo. Isso porque eu nem considerei a possibilidade de esse material ter sido revisado. Alô Renato Garcia: vamos dar um puxão de orelha na rapaziada!

4 comentários:

  1. Tá certo que a imprensa tem que dar o exemplo, mas somos humanos e como tal somos passíveis de erro...

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  2. o item que me chamou a atenção enquanto eu lia foi "Vírgulas. O uso excessivo de vírgulas faz o texto ficar quase incompreensível. Numa tentativa de explicar o que é a Missão Suporte e falar sobre o apoio da Core, os coleguinhas se enrolaram todo e ainda quase me fizeram perder a respiração... muito ruim."[2]

    Vou levar meu currículo lá, quem sabe não arrumo um extra como revisora? kkkkkkkkkkkkk

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  3. jornalistas são burro mesmo...rsrs

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  4. Concordo que erros acontecem e digo isso no post. Mas a assessoria da Polícia Civil é uma fonte oficial e, como tal, deve tomar os cuidados necessários para a divulgação de informações corretas.

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