segunda-feira, 4 de maio de 2009

Advogados e o 'serviço sujo' para Beira-Mar

Um processo que tramita na Justiça Federal do Paraná revela que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar (foto), usa advogados para transmitir ordens para cúmplices em outros presídios.

Consta nos autos judiciais, baseados em interceptações telefônicas, correios eletrônicos e documentos apreendidos no ano de 2007, que uma advogada que trabalhava para o bandido prestava esse tipo de serviço.

Essa profissional, por exemplo, teria ido até uma cadeia em São Paulo para pressionar um preso a dizer onde estaria parte da cocaína que fora apreendida com ele pela Polícia Federal. Segundo as investigações, o detento teria dito que toda a droga teria sido apreendida. Entretanto ele recebera mais de 100 kg, mas perdeu apenas 72 kg para a polícia. A cocaína seria destinada ao Rio de Janeiro. Dias antes, fora apreendido um bilhete na casa de uma mulher que transmitia ordens para que a advogada fosse ao presídio pressionar o traficante para entregar a droga.

Veículo em nome de vereador
Foi interceptado também um e-mail da mesma advogada para um colega em que ela fala sobre fraudar o nome do proprietário de um veículo que fora apreendido com o traficante, que fora visitar em São Paulo. Ela pede que esse carro seja colocado em nome de um vereador porque estava em nome de um advogado que trabalhava para o bando, mas que acabou assassinado.

Uma interceptação telefônica contida no processo revela que a advogada teria feito chegar um telefone celular para um criminoso na cadeia.

Segundo o que consta nos autos, a advogada participa da solução dos problemas relacionados ao tráfico internacional investigado, bem como auxilia na movimentação financeira e de bens da quadrilha investigada.

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