terça-feira, 21 de abril de 2009

Seguranças de contraventor tiveram instrução de tiro dentro da escola penitenciária em Bangu

No último dia 11, sábado, o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Rodrigues (foto), fez uma importante denúncia ao vivo na rádio Band News FM. Segundo Chiquinho, um grupo de policiais civis e militares que trabalhariam para a contravenção no estado, realizou aulas de tiro no Centro de Instrução da Escola Penitenciária, dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu. E o pior, essa ilegalidade teria ocorrido com a presença do chefe de intervenção do Grupo de Intervenções Táticas (GIT), Alcimar Badaró, ainda de acordo com denúncia feita pelo sindicalista. O GIT é uma espécie de Bope dos presídios.

Chiquinho informou ainda que enviou um ofício ao secretário de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, e que uma sindicância foi instaurada pela corregedoria interna da Seap para apurar o caso. Há informações, que devem estar sendo apuradas pela tal sindicância, de que os policiais envolvidos na instrução de tiro, entre eles civis e militares, trabalhariam como seguranças para o contraventor José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, de 37 anos. Genro do também contraventor, Waldemir Paes Garcia, o Maninho, assassinado em 2004, Zé Personal foi preso num hotel de luxo em São Paulo, em setembro do ano passado, suspeito de vários assassinatos supostamente motivados pelo controle de máquinas caça-níqueis. O sindicalista disse ainda desconhecer a participação de agentes penitenciários no caso.

Disputa pelo espólio de Maninho
De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios (DH), Zé Personal está na disputa pelo espólio do contraventor com Alcebíades Paes Garcia, o Bide, irmão de Maninho. Pela DH, Zé Personal é investigado em outros cinco inquéritos. Ele cumpriu parte da pena na penitenciária Petrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, mas por força de um habeas corpus foi posto em liberdade. Agora é aguardar que a sindicância instaurada pela Seap apure as denúncias e que os responsáveis sejam punidos.

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