quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rio tem outras cracolândias

Nas últimas semanas, foram veiculadas várias reportagens na televisão sobre o consumo de crack por jovens, principalmente na Favela do Jacarezinho. Há, no entanto, informações de que perto dali existiria pelo menos outras duas 'cracolândias'. Uma delas fica no Morro do São João, no Engenho Novo. No local, há vários sofás espalhados pelas ruas onde adolescentes usariam a droga. Durante o dia, entre 15 e 20 ficariam por ali. À noite, o número aumentaria para mais de 50 jovens viciados na droga.

Assim como acontece no Jacarezinho, os jovens também se prostituiriam em troca do crack, que custa a partir de R$ 5. Um grupo de evangélicos está realizando um trabalho no lugar para retirar os jovens do vício, mas muitos, após o tratamento, retornam às ruas e às drogas. A outra cracolândia funciona na favela de Manguinhos e, segundo denúncias, pode ser observada por quem passa de ônibus pela Avenida dos Democráticos. As cracolândias podem ainda ser muito mais disseminadas do que se imagina. Na tarde desta quarta, policais do 9º BPM (Rocha Miranda) apreenderam no Morro do Cajueiro, em Madureira, 404 pedras da droga, numa localidade batizada de 'cracolândia'.

O crack está no Rio há pelo menos sete anos. Os traficantes cariocas não gostavam da droga porque não dava lucro e trazia danos mais rápidos para os viciados. A partir da relação comercial entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), o crack entrou nas favelas do Rio e se disseminou rapidamente, já que havia dificuldade de se obter cocaína e maconha nos países produtores. Hoje, todas as facções criminosas comercializam o crack e a Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) estima que pelo menos 300 favelas já vendam a droga.

2 comentários:

  1. E aí? O que será feito meu amigo? Essa droga está fundindo a cuca de grande parte dos nossos jovens! Será que não há nada a fazer! Que judiaria! Estão morrendo aos montes por aí por conta desta porcaria, há os que sobrevivem, mas, como mortos-vivos.

    Que pena!

    Um grande abraço!

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  2. Uma pena mesmo, amigo... até porque, pelo que se percebe, o crack está presente em todos os grandes centros urbanos do Brasil, destruindo vidas de pessoas cada vez mais jovens.

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