segunda-feira, 20 de abril de 2009

Presença da polícia salvou equipe de O Dia. Leslie, a mãe de Juliana, não teve a mesma sorte

Por Marcelo Bastos

Os seguidos roubos de veículos que apelidamos de arrastão têm se tornado mais freqüentes principalmente na área da 44ª DP (Inhaúma), nos últimos dias. A vítima mais recente desses marginais foi a enfermeira Leslie Lima da Vitória (foto), que estava grávida de sete meses. Ela foi baleada no rosto ao tentar retirar o cinto de segurança, em Maria da Graça, onde ela e o marido haviam parado num cruzamento, sábado à noite. A própria barriga da enfermeira, que estava simplesmente linda, deve ter dificultado sua saída do veículo.

Mas esses desgraçados não tiveram dó e desferiram ao menos dois tiros contra o rosto de Leslie, que perdeu massa encefáliaca e já chegou ao hospital com morte cerebral. O bebê, a pequena Juliana, sobreviveu e permanece internado. Dizem que, quando um crime acontece com alguém próximo, a gente sente muito mais. Com a minha mulher grávida de quase oito meses e morador da Zona Norte do Rio, senti-me parte daquela família que encontrei em completo desespero na porta do Salgado Filho...

Equipe de O Dia atacada
Poucos dias antes, houve um arrastão na área da 44ª DP e colegas do jornal O Dia que iam para o trabalho foram atacados. Pelo menos seis homens armados desceram de um carro e renderam o motorista. Em seguida, fizeram um funcionário da editoria de fotografia se deitar no chão, bem como a sua esposa, que naquele dia pegava uma carona, pois a greve dos trens deixava o metrô ainda mais insuportável. "Cadê a arma? Cadê a arma?", perguntava um deles, completamente drogado. De posse de todos os documentos do colega, até crachá, o imbecil acreditava que ele era policial.

Impotente, sem poder fazer absolutamente nada, o colega teve certeza da morte, já que os bandidos garantiram que ele seria morto, de costas e ao lado da mulher. Após um breve 'click', produzido por um dos bandidos que engatilhou a pistola, o companheiro foi salvo por uma Blazer da PM que passava pelo local, a 50 metros do crime. Os bandidos se esconderam e fugiram no carro, que estava a serviço do jornal. Ao conversar com os criminosos pelo próprio telefone, o funcionário ainda teve de ouvir: "você teve sorte, porque eu ia te encher de tiro ali mesmo". O carro roubado e alguns pertences do motorista foram abandonados na Avenida dos Democráticos.
Neste caso, a presença da polícia impediu uma tragédia, mas a mãe de Juliana, infelizmente não teve a mesma sorte...

3 comentários:

  1. Não sabia desse incidente envolvendo mais funcionários do O Dia. Fico feliz que não tenha terminado em tagédia. Já não basta a morte estúpida do André Az... Na manhã de quinta um repórter do Globo foi atacado, assim como outras pessoas que iam trabalhar, durante um arrastão na Avenida Presidente Vargas. Eram dois caras, um deles menor. Este último ficava incitando o outro a atirar no jornalista. No fim também foram capturados pela polícia.

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  2. Pois é, companheiro. Foi no mesmo dia em que o colega do Globo foi assaltado. Eles ainda não estavam trabalhando, mas a caminho da redação. Passavam em frente ao cemitério de Inhaúma quando foram abordados. Os bandidos fizeram questão de avisar depois via rádio que só não morreram porque a tal viatura apareceu. Os colegas chegaram a ouvir o cara engatilhar a pistola, conforme relatei. Terrível, cara...

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  3. alguém dos defensores dos direitos humanos apareceram para ajudar a família da grávida que morreu? e daquela jovem q foi assassinada porque pediu o crachá de volta?

    essa criminalidade só vai acabar o dia que se criarem leis com punições violentas contra esses fascínoras ou, se possível, a pena de morte

    uns caras que fazem isso não merecem viver e não venham me dizer que são bandidos porque não tiveram oportunidades na vida

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