sexta-feira, 24 de abril de 2009

Por mais incrível que pareça, Seap faz a sua parte


Por Marcelo Bastos

Crítico costumaz da Secretaria de Adminitração Penitenciária (Seap), este blogueiro que voz fala mal pôde acreditar ao abrir sua caixa de e-mail esta noite. Uma nota de esclarecimento da secretaria sobre o flagrante de um agente penitenciário segurando um fuzil na festa de São Jorge, em Quintino (foto), realmente me surpreendeu. Isso porque a Seap demora dias para mandar uma resposta de pedidos da imprensa. Eu mesmo espero uma desde o natal de 2008.

A Seap informa que Rafael Baltar Abraão foi afastado do trabalho tão logo suas imagens foram veiculadas pela imprensa. O 'desipe', como é chamado na gíria o inspetor de segurança penitenciária, prestou depoimento nesta tarde à Comissão de Acompanhamento de Atividade, órgão ligado à Corregedoria, assim que uma sindicãncia foi apurada para investigar os fatos.

Ainda de acordo com a Seap, Rafael informou em depoimento que não conhecia o policial civil da 28ª DP (Campinho), responsavel pela arma. Alegou que seguia para a penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, em Bangu 3, mas por causa da multidão resolveu pedir carona ao policial, que estava em viatura da Polícia Civil, para passar pela procissão. Rafael fica afastado até a conclusão da sindicância. Nesse caso, não só a assessoria de comunicação agiu rapidamente, mas a própria Seap, diante da repercussão do caso.

Possível ligação com milícia
O policial civil que não teve o nome revelado também foi afastado, segundo o delegado Carlos Henrique Machado, que afirmou ainda não autorizar ninguém a portar fuzil na festa. Machado disse também que vai investigar se o agente penitenciário tem ligação com uma milícia que controla a região e que cobra taxa dos barraqueiros da festa de São Jorge todos os anos.

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