terça-feira, 14 de abril de 2009

A mais nova faceta da milícia

Em áreas dominadas pelo tráfico, há informações de que empresas precisam negociar com os bandidos para poderem se instalar. E para isso, precisam empregar pessoas da comunidade e oferecer cestas básicas para os moradores. E agora surgem boatos de que as milícias também estariam entrando neste mercado.

Na região da Baía de Sepetiba, existem informações de que milicianos teriam intimidado uma empresa multinacional a contratarem os serviços de segurança do grupo. Esse fato já chegou aos jornais e está sendo investigado pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa. Saiu na imprensa, inclusive, que empresas multinacionais, antes de virem para o Rio, estariam pedindo informações sobre a atuação das milícias na cidade. O temor é que isso se espalhe pela cidade.

Empresas deixam a cidade
O fato é que, por causa da pressão de criminosos, muitas empresas acabam deixando a cidade, o que traz prejuízos, já que deixam de gerar empregos, como também impostos. Exemplos não faltam: uma grande rede de lanchonetes fast-food fechou a sua loja que ficava na avenida Brasil, próximo ao Complexo da Maré. Uma grande rede de supermercados também encerrou suas atividades na Rua Conde de Bonfim, ao lado dos morros do Borel e da Formiga.

Um dado curioso merece atenção. Informações dão conta que empresas preferem contratar pessoas que moram em áreas de milícias do que dominadas pelo tráfico de drogas. Ou seja, morador de Rio das Pedras, por exemplo, teria mais chance do que um da Rocinha.

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