quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jogo do Bicho: ainda vale o escrito?

De acordo com o velho ditado, na contravenção vale o que está escrito. A máxima do jogo do bicho, porém, estaria sendo desrespeitada por algumas bancas localizadas próximas à Rodoviária Novo Rio, no Santo Cristo, que estariam dando 'calotes' nos apostadores. O assunto, que virou um dos temas mais abordados nas rodas de conversa na região, onde existem pelo menos 40 pontos da jogatina, tem feito muita gente recorrer até a 'cobradores',entre eles, policiais da reserva, na tentativa de receber prêmios.

O último 'lesado' seria o servidor X., de 60 anos, que teria ganho, mas sem receber, nada mais nada menos que R$ 6,3 mil, ao jogar no peru, no dia 13 de fevereiro, conforme aposta na foto.“O pior de tudo é que não podemos registrar queixa na polícia e não há com quem reclamar”, lamenta K. genro de X., que jogou R$ 33 no número 1978, premiado na cabeça no sorteio da noite daquele dia. “Fiz a aposta numa banca que funciona dentro de um bar atrás da Rodoviária. Fui receber o dinheiro na segunda-feira (dia 16), pois há um prazo de três dias para o pagamento. Só que o responsável pela banca, identificado como Toninho, que seria genro de um banqueiro conhecido como Aristeu, não quis me pagar, alegando que o prazo havia se esgotado”, conta K., revoltado.

Outras pessoas lesadas
Quem gosta de fazer uma 'fezinha' no local de vez em quando garante que outras duas pessoas também já foram prejudicadas recentemente e tentam receber prêmios nos valores de R$ 2,3 mil e R$ 5,8 mil. “Sabemos que jogo do bicho é crime, mas os bicheiros nunca compactuaram com calotes. Estamos pensando até em fazer um abaixo assinato e entregar para a cúpula do jogo do bicho”, comenta um bilheteiro, que se diz viciado no jogo. O jogo do bicho foi inventado em 1892 pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador do Zoológico do Rio.

A área citada pelo cliente da jogatina seria controlada por Luizinho Drumond, que certamente não deve saber o que está se passando. O dono desta loja ou ponto de aposta pode até perder o seu local de 'trabalho' caso a sacanagem seja comprovada. Uma hipótese é o dono do ponto receber o dinheiro para pagar o apostador e 'fritar' a grana, como se diz na gíria, o que seria ainda mais grave. Afinal, na contravenção, repito: vale o escrito.

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