domingo, 5 de abril de 2009

Guerras entre quadrilhas se sucedem na cidade que insiste em manter status de maravilhosa

Em pouco mais de três meses de 2009, as guerras entre traficantes rivais no Rio de Janeiro se sucedem e, até o momento, os invasores sempre se deram mal. As batalhas ocorrem nos quatro cantos da cidade, sem escolher área de ricou ou pobre.

O primeiro grande embate aconteceu em janeiro na Zona Norte da cidade, quando bandidos do Morro do São João, no Engenho Novo, ligados ao Comando Vermelho (CV) invadiram o vizinho Morro dos Macacos, em Vila Isabel, controlado pela Amigos dos Amigos (ADA). Os confrontos resultaram na morte de seis pessoas mas o objetivo da vagabundagem não foi alcançado.

O segundo confronto aconteceu no Morro do Chapadão, em Costa Barros, no final de fevereiro. A informação é de que o embate ocorreu entre traficantes da própria localidade, controlada pelo CV com invasores do Morro da Pedreira, da ADA. Três bandidos morreram. Um policial militar também foi morto nos confrontos. O comando da favela não foi alterado.

Rocinha x Tabajaras
Na última semana de março, traficantes da Rocinha montaram uma grande operação para invadir a Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Os bandidos se refugiaram na mata. Houve vários tiroteios. Seis pessoas, todas do grupo invasor, morreram. O clima de tensão continuou e a polícia tem feito várias incursões no Tabajaras. Numa delas, matou mais quatro bandidos, desta vez do CV que não perdeu o controle das bocas de fumo.

Nesta semana, traficantes da Favela da Coréia, ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), tentaram invadir a Vila Kennedy, dominada pelo CV. A PM agiu a tempo e matou um dos integrantes da turma invasora.

Chapa esquentou no Cesarinho
Podemos citar ainda a guerra que ocorreu no Conjunto Cesarinho, em Paciência, na Zona Oeste. Dominada por milicianos, a comunidade foi invadida por traficantes da facção ADA. Pelo menos quatro pessoas morreram, das quais duas seriam inocentes.

Saindo do tráfico, citamos a guerra também entre milícias no bairro de Campo Grande, onde seis policiais foram assassinados este ano. O embate ocorre entre os grupos paramilitares Comando Chico Bala (CBB) e a Liga da Justiça.

Barris de pólvora
Além destas guerras, que poderão continuar a qualquer momento, sabemos que o Rio tem outros barris de pólvora que podem explodir já já. Um deles é a favela Pára-Pedro, em Colégio, que foi tomada em 2007 pelo TCP, mas é alvo de cobiça da ADA. Na Zona Oeste, o conjunto habitacional Fumacê, em Realengo, do TCP contra a Vila Vintém, em Padre Miguel, da ADA. Sem falar no Chapéu Mangueira e Babilônia, atualmente dominada pelo TCP e o Morro da Mineira, no Catumbi, hoje com a ADA mas objeto de desejo do CV.

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