sábado, 18 de abril de 2009

Facão recebeu benefício mesmo acusado de comandar o tráfico de dentro da cadeia

O traficante Nei da Conceição Cruz, o Facão ganhou o benefício de trabalho extra-muros mesmo acusado de ordenar crimes de dentro da cadeia. Segundo relatório do processo 2005.207.004830-4, do Fórum da Ilha do Governador, ele transmitia todas as instruções aos seus subordinados por carta e não foi pego em nenhuma interceptação telefônica.

Um dos crimes que teria ocorrido a mando de Facão foi o assassinato de um líder comunitário. Ele foi morto porque não estaria repassando dinheiro para o restante da quadrilha do Morro do Timbau e das favelas Roquete Pinto, Baixa do Sapateiro e Praia de Ramos, apenas para o bandido conhecido como Kito, que o sucedeu no comando do bando.Teria também ordenado a morte de traficantes que teriam matado um morador do Complexo da Maré.

Lança-granadas para atacar a polícia
De acordo com o relatório, nas cartas, Facão mandava seus subordinados roubarem veículos nas ruas para conseguir dinheiro para a compra de armamentos, munições e entorpecentes. Seu braço-direito, conhecido como BT, também preso, dava as ordens pelo telefone. Em uma das interceptações, BT disse que o bando tinha um lança-granadas para atacar a polícia.

Sua quadrilha era composta por outros bandidos conhecidos de TC, Escolhido, Strogonoff, Gaguinho, Mangolê, Boquinha, Maconheiro, Ronald, Wesley, Pastor, Salame, Pelé, Clone, além de Russão, Night, Mimi, Jonny, Black, Mário Fofoca, Quequeu e Neguinho Satã, entre outros.

Facão tem uma extensa ficha criminal: 14 anotações e quatro condenações que, somadas, chegam a 14 anos de prisão.

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