quarta-feira, 22 de abril de 2009

Inúmeras mudanças na Polícia Civil são sinal de que a Segurança não vai tão bem assim

Diz-se que em time que está ganhando não se mexe. Sendo assim, a política de Segurança do governo Cabral não deve andar lá tão bem das pernas. Em pouco mais de dois anos, já caíram o comandante-geral da PM, Ubiratan Ângelo, e, agora, o chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro. E pelo visto a nossa polícia judiciária também precisava de mudanças, pois o novo chefe, delegado Allan Turnowski (foto ao lado de Gilberto), promoveu uma marcante dança das cadeiras, esta manhã, na Academia de Polícia, onde tomou posse.

Mulherada em alta
O destaque, sem sombra de dúvida, foi para a mulherada. Pelo menos 10 voltam para postos importantes da corporação. Confira as principais mudanças. Andrea Menezes, por exemplo, deixa a Delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e passa a dirigir a Coordenadoria de Inteligência (Cinpol). Outra 'delegata' que foi promovida é Márcia Beck, que, de adjunta da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), passa a titular de uma das unidades mais combativas da polícia, a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE).

À frente da 12ª DP (Copacabana), Martha Rocha é uma das mais cotadas para assumir a Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (Dpam), no lugar de Inamara Costa (foto à dir), que assume a Academia de Polícia Civil. Quem pode tornar a assumir a 12ª DP é Monique Vidal, que passou um tempo como adjunta na Delegacia de Homicídios (DH). Outras duas que permaneceram meio na geladeira durante a gestão de Gilberto e que devem voltar à ativa são Adriana Belém e Márcia Julião. esta que esteve à frente da 15ª DP (Gávea).

Homem do Choque de Ordem está de volta
Uma boa notícia é a volta de Carlos Oliveira, que estava à frente das operações Choque de Ordem da prefeitura e passa à subchefia operacional. Já a subchefia administrativa fica com Rodolfo Waldeck, que deixa a 6ª DP (Cidade Nova). Para a Corregedoria interna foi nomeado o delegado José Augusto Pereira de Souza, que era adjunto na Delegacia Antissequestro (DAS). A chefia de gabienete será ocupada por Fernando Albuquerque, que deixa a Defraudações.

Já o Departamento de Polícia do Interior (DPI) ficará com Antônio Carlos de Carvalho, e o da Baixada (DPB) com Roberto Cardoso, que sai da Homicídios (DH). Antes da especializada, Cardoso esteve na 58ª (Posse), em Nova Iguaçu. Já Ronaldo Oliveira permanece como titular do DPC (Departamento de Polícia da Capital). A Core, a tropa de elite da Civil, perde Rodrigo Oliveira, que assume o Departamento de Polícia Especializada (DPE), e ganha Marcos de Castro.

Zaccone fica com a Polinter e Técnica sobra para Marcus Neves

Outras mudanças importantes acontecem nas carceragens da Polinter, que passam a ser comandadas por Orlando Zaccone, que estava na 52ª DP (Nova Iguaçu). Zaccone ficou conhecido por promover projetos culturais dentro ca carceragem da delegacia, como cursos de alfabetização e oficinas de cinema. Ele conseguiu ainda para os presos o direito ao voto. Já o ponto fraco das mudanças ficou para o Delegado Marcus Neves (foto à esq), que sai da Polinter e vai para o Departamento de Polícia Técnica (DPTC) e terá sob seu comando o IML, o ICCE e o IFP. Para quem foi apontado como principal homem no combate às milícias da Zona Oeste, sobre a polícia técnica não é exatamente um prêmio. Há quem diga que a distância das investigações na rua acontece porque o delegado tem recebido muitas ameaças, e que nada teria a ver com o mico de um de seus principais informantes, Chico Bala, ter se tornado chefe de uma milícia rival à de Batman, que ambos tanto combateram.

Um comentário:

  1. onestidade e dever bem cumprido tem alto preço ; porem marcus se faz merecedor do cargo em que ocupa

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