terça-feira, 28 de abril de 2009

Em apenas dois dias, PRF apreende 14 quilos de crack no Rio e Mato Grosso do Sul

Sempre que aparece uma matéria sobre o consumo de crack na imprensa, passa a impressão de um certo exagero, quanto à difusão da droga no Rio. O pior é que não tem ninguém falando demais, não. O crack, que ficou conhecido em São Paulo, tomou conta do Rio e já é consumido também em várias regiões do Brasil. Somente esta semana, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez duas apreensões, uma delas a maior do estado do Rio, totalizando 10 quilos da droga (foto).

A apreensão aconteceu neste domingo, na Rodovia Presidente Dutra, altura de Itatiaia, Sul Fluminense. Divido em tabletes, o crack foi encontrado mergulhado no tanque de combustível de um Palio conduzido por dois homens que foram presos. A droga estava embalada em bexigas de aniversário para evitar contato com a gasolina.

Os presos informaram que pegaram o veículo em Foz do Iguaçu (PR), próximo à fronteira com o Paraguai e que o entregariam a um homem, em Juiz de Fora (MG), onde receberiam R$ 1.000 pelo serviço.

Droga dentro de artigos religiosos

Já no Mato Grosso do Sul, agentes da PRF apreenderam quatro quilos de crack escondidos dentro de velas de sete dias junto a imagens de São Jorge (foto à esq), na madrugada desta segunda-feira. A droga estava dentro de uma caixa, num ônibus que saiu de Corumbá (MS), em direção Campo Grande, capital do estado. O passageiro que estava com a droga conseguiu fugir, mas a polícia verificou que a passagem dele dava a possibilidade de extensões para o Rio e São Paulo.

2 comentários:

  1. Pode anotar: o crack é mais um divisor de águas (e para pior, é claro) da história do tráfico de drogas e da violência no Rio, assim como foi o advento do fuzil. Não duvido que crimes mais bárbaros e assustadores serão mais frequentes e terão como pano de fundo o consumo dessa poderoso alucinógeno.

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  2. Sem dúvida. O crack veio para ficar e destruir e costitui sim um divisor de águas no tráfico de drogas, já que as drogas sintéticas, por exemplo, são consumidas eventualmente, em festas raves e baladas em geral. Maconha e cocaína, no entanto, não tem a mesmo poder destrutivo em tempo tão curto.

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