segunda-feira, 6 de abril de 2009

Assessor de Crivella é enterrado como indigente e o principal responsável é o IML

Por Marcelo Bastos

Nesta sexta-feira, mandaram-me para Itaboraí. A missão: levantar a história da morte do engenheiro Antônio Galuzzio, de 56 anos, (foto), ex-assessor do senador Marcelo Crivella, que foi morto com 9 tiros em Tanguá e seu corpo foi enterrado como indigente, provavelmente no cemitério de Sambaetiba, para onde vão os corpos com identificação ignorada na região.

Independentemente do crime, que ainda não foi esclarecido pela polícia, uma das coisas que me chamou a atenção foi a falta de integração entre as unidades do IML do estado do Rio de Janeiro, que, diga-se de passagem, não são informatizados. É como se cada unidade fosse independente e sem comunicação com as demais.

Galuzzio foi morto na manhã do dia 28, no distrito de Picos, área rural e, no mesmo dia, seu corpo foi removido para o IML de Itaboraí, onde suas impressões digitais foram colhidas. Passados 15 dias sem que ninguém procurasse pelo corpo, ele foi sepultado em cova rasa. O prazo para permanência de corpos nos institutos é legal. Na verdade, a família esteve sim no IML, mas na unidade do Rio, no Centro, três vezes. Percorreu ainda delegacias e hospitais, mas não conseguiu ter a informação sobre o corpo de Galuzzio porque não foram até o IML de Itaboraí, onde o corpo dele estava. Um absurdo, já que não teriam como saber onde ele estava.

Carro na Mangueira
Como o carro dele foi encontrado 15 dias depois no Morro da Mangueira, a polícia começou a juntar informações e chegou até a identificação da vítima, no dia 31 de março. A família só foi informada no dia seguinte. Existem diversas unidades do Instituto Médico-Legal no estado, entre elas São Gonçalo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, isso para citar as mais próximas. Ou seja, se o corpo de Galuzzio tivesse sido desovado em Campos ou em outras cidades mais distantes da capital, essa família dificilmente conseguiria encontrá-lo. Um absurdo, repito!

Aumento dos desaparecidos e prejuízo para as investigações
Em vez de instalar internet gratuita para moradores do Dona Marta e de gastar uma verdadeira fortuna distribuindo mais de 50 mil laptops para os professores da rede estadual, o governador e jornalista Sérgio Cabral Filho deveria olhar também para problemas como esse, que certamente já impediram muitas famílias de enterrar seus filhos, engrossando ainda as estatísticas dos desaparecidos, que só faz aumentar. Além disso, o estado contribui para que crimes como esse permaneçam impunes, porque somente a partir dee agora os depoimentos de parentes serão tomados e a investigação começa a avançar.

2 comentários:

  1. ACHO QUE REALMENTE A REPORTAGEM É DE EXTREMA IMPORTANCIA POIS SERGIO CABRAL ESTÁ EM FALHA COM AS SERIEDADES DO NOSSO ESTADO.TEM QUE PENSAR MAIS NO POVO CARENTE E SOFRIDO AO INVÉS DE SOMENTE QUERER ESTAR APARECENDO NAS MÍDIAS COMO O TAL.ACREDITO SE FOSSE UM DOS SEUS ACESSORES ALGO JÁ TERIA FEITO,ESTE FATO É TOTALMENTE INJUSTO POIS HÁ MUITAS FAMILIAS NESTA SITUAÇÃO VAMOS SER MAIS HUMANOS POIS O PODER JÁ SUBIU DEMAIS .POVO FAÇO AQUI UM APELO A QUEM TIVER LENDO PENSE MEU QUERIDO POVO EM QUEM VÃO VOTAR O FUTURO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS,NÃO ADIANTA RECLAMARMOS E CONTINUAR A ERRAR CHEGA DÊ UM BASTA NÃO ACEITE MAIS SER PASSADOS PARA TRAS.

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  2. Falou e disse, Edilene! Conheço muitas pessoas que reclamam da prefeita de Magé Núbia Cozzolino e da Aparecida Panisset, de São Gonçalo, entre tantos outros políticos do nosso país, mas infelizmente essas pessoas estão sempre sentadas nas cadeiras do poder, e legitimadas pelo nosso voto.
    Grato pelo comentário.

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