domingo, 15 de março de 2009

Reforma ortográfica: seus problemas acabaram!!!

Por Marcelo Bastos

Sou contra a reforma ortográfica. Não apenas porque terei de reapreder a escrever, decorar novas regras, como uso do hífen, acentuação, entre outras coisas que venho armazenando há mais de 20 anos. Sou contra a reforma ortográfica pelo simples fato de que ela não muda absolutamente nada na vida das pessoas. A forma de escrever ou de acentuar não muda em nada o significado das palavras. Quer ver um exemplo? As pessoas que me chamam de anti-social vão passar a me chamar de antissocial. Nada muda, seja no sentido, seja na forma oral. Continua tudo a mesma coisa.

Quem a defende (acho que só conheço um ou dois), baseia o argumento na unificação da língua portuguesa. Como se alguém estivesse muito preocupado com a forma com que portugueses, angolanos, moçambicanos, entre outros povos que falam o mesmo idioma, manifestam sua escrita. Penso, sinceramente, que essa reforma só teve uma função até o momento: atrapalhar. Editoras, gramáticos, professores, alunos, jornalistas, enfim, todos. Eu pretendo ignorar a tal reforma e escrever como aprendi. Quem sabe daqui uns 30 anos serei como esses velhinhos que ainda escrevem 'êle' e 'pharmácia'?

Bom, mas já que a reforma existe e será definitiva daqui sei lá quanto tempo, tem uma ferramenta na internet que ajuda os que têm dúvidas. Você digita um texto de até 500 toques no campo indicado e depois clica 'ortografa!'. Em seguida o seu texto aparece devidamente corrigido de acordo com as novas regras. Tudo o que for alterado, aparecerá envolto por uma caixinha amarela. Vale a pena conferir! O endereço é: http://ramonpage.com/ortografa/

2 comentários:

  1. Em alguns casos, muda para pior. Imagine o título, com as novas regras: Subprefeito para o Centro. O que significa? É um pedido de eleição de novo subprefeito para o centro da cidade? Ou o político autorizou um culto da Universal na Rio Branco e um desfile do Monobloco na Presidente Vargas? Como escrever que um ato foi "a estreia de uma ideia heroica" sem nenhum dos acentos agudos? Olha, não fosse por obrigação profissional, estaria com o Saramago na tropa de resistência à reforma e ignoraria as novas regras. Como vivo de escrevinhar, vou ter que me adaptar.

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  2. Tens toda razão, companheiro. Por isso, insisto, essa reforma só faz atrapalhar. Também lamento muito ter de me adaptar pelo trabalho. Minha vontade era de que todos a ignorassem. Jornais, revistas, editoras de livros, escolas, enfim, todo mundo. Como uma espécie de "escribas de todo o Brasil, uni-vos!" (contra a reforma ortográfica, claro)

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