quinta-feira, 26 de março de 2009

'O Minhocão' chega finalmente ao capítulo final


Por Marcelo Bastos
Foto: Paulo Alvadia

E por falar em Rocinha, hoje terminou por lá a novela 'O Minhocão'. Finalmente o edifício de dois andares e que abrigaria 22 quitinetes foi ao chão. À tarde, as autoridades perceberam que as marretadas levariam sete dias para concluir o serviço e requisitaram uma retroescavadeira hidráulica sobre esteira, que em pouco mais de uma hora derrubou o prédio ainda em fase de construção.

MC Boquinha abriu o verbo
A única novidade por lá foi o fato de MC Boquinha, como é conhecida Maria Clara dos Santos, de 44 anos, que se diz proprietária, confirmar que tinha um sócio e que a construção tinha fins lucrativos. Assim como a novela que aconteceu na Justiça com autorizações para demolições sendo cassadas por liminares, Boquinha também figurou personagem central nesse caso. Às vezes dizia que o prédio serviria para moradia da própria família e em outros momentos inventava outras desculpas.

A finalidade do imóvel também foi muito discutida entre os coleguinhas, o que me causou certa irritação, já que a situação da construção é irregular independentemente da finalidade da construção, o que foi confirmado pelo subsecretário de Ordem Pública, Alex Costa. Ou seja, teria que ser demolida se fosse para moradia, se fosse para alugar ou se fosse uma ONG ou qualquer coisa que o valha.

Lucro com aluguéis de imóveis e estacionamento
Maria Clara disse ainda que o imóvel seria dividido entre ela e o tal Rodrigo, proprietário de um restaurante na Gávea, e que ele alugaria a metade que lhe corresponde, o que renderia um lucro mensal de R$ 4.400, caso fosse cobrado por seus 11 apartamentos um aluguel de R$ 400 por unidade. É apenas uma estimativa, já que os aluguéis por lá não são nada em conta. Apesar de ter reclamado sobre a própria condição financeira, Boquinha usa parte do terreno como estacionamento, alugando vagas. No primeiro dia de cobertura sobre a irregularidade do Minhocão, ela disse aos jornalistas que teria um lucro aproximado de R$ 5 mil mensais com o serviço de vagas.

Na foto acima, parte do imóvel destruído a marretadas e o impressionante visual da Rocinha.

3 comentários:

  1. eu estou querendo saber até agora qual a utilidade desta notícia para a população. não que não mereça o registro, mas ser manchete ou matéria principal do site e do jornal o tempo todo é um exagero. e lamentável que o blog também entre nesta onda, gastando um espaço com um assunto que encheu o saco e não tem grande importância.

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  2. Um grupo de turistas passava pela Rocinha quando um deles viu a movimentação próximo ao Minhocão e perguntou ao guia o motivo daquela confusão toda. Sem querer entrar em detalhes, o guia respondeu que o motivo era uma contrução irregular, no que o gringo rapidamente retrucou: "E tudo isso aqui não é irregular?".

    Essa mesma pergunta que muita gente se fez diante da demolição dessa construção mostra o tamanho da importância do problema. Estamos falando de expansão das favelas, o que precisa ser combatido, sim, pelo poder público. O precesso de favelização deve ser interrompido o quanto antes e foi o que a prefeitura tentou mostrar com esse caso do Minhocão.

    Não acredito que será fácil conter o crescimento deste tipo de construção, mas um recado foi dado: não se pode remover toda uma população que mora em favelas, mas não serão mais toleradas novas construções daqui para a frente. É por aí...

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  3. nao é matéria para ser manchete de jornal ou site, todo mundo tava sabendo online sobre essa demolição

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