segunda-feira, 23 de março de 2009

CV comprou granadas que pertenciam às Forças Armadas do Brasil e Paraguai

Este assunto bombou no ano passado na imprensa paulista mas não foi explorado nos jornais do Rio. Granadas que pertenceriam às Forças Armadas iriam parar no Complexo de Favelas do Alemão, ainda na época do domínio de Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, que teria sido morto em uma guerra interna na facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Segundo os jornais paulistas, em setembro, a Polícia Militar apreendeu 23 granadas em um ônibus em Araçatuba. O coletivo vinha de Dourados (MS). De acordo com o que foi noticiado na época, os artefatos, nos modelos M3 e M4 (foto), foram adquiridos em Ponta-Porã, na fronteira com o Paraguai, uma das principais portas de entrada de drogas e armas no Brasil.

Pois bem, os jornais informaram, posteriormente, que a Polícia Federal (PF) rastreou a origem das granadas e descobriu que 13 delas pertenciam a um lote que fora vendido ao Exército paraguaio na década de 80 e outras duas de um lote comercializado com o Exército brasileiro, na mesma época. Até agora, no entanto, não foi divulgado como esse material foi desviado.

Um homem que estava de posse dos explosivos foi preso. Na época, ele disse que as granadas seriam entregues a Tota. Duas semanas depois, o traficante teria sido morto por antigos aliados no Complexo do Alemão.

A PF tem informações de que o fornecedor das granadas viveria no Paraguai e acionou a Interpol para procurá-lo. Junto com as granadas, havia ainda munições de vários calibres, uma submetralhadora fabricada nos EUA, uma pistola Taurus 9 mm e um lançador de granadas.

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