sábado, 14 de março de 2009

Complexo de Camará é o Quartel-General do TCP

Os 100 kg de cocaína apreendidos na quinta-feira na Favela da Coréia, em Senador Camará (foto à dir.), representam a segunda maior apreensão no governo Sérgio Cabral. A maior dose foi pega em 14 de maio do ano passado, no Complexo de São Carlos, quando PMs do Bope acharam um carregamento de 172 quilos, embora pouco depois a perícia tenha reconhecido que boa parte do pó branco não era exatamente cocaína.

As favelas de Camará são 'atacadistas' para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), já que eram redutos do principal fornecedor do grupo, o traficante Róbson André da Silva, o Robinho Pinga, morto em 2007. Existe a suspeita de que familiares de Robinho continuariam com esse esquema de 'matutagem'. Um familiar dele ficaria em São Paulo de onde manteria contato com os fornecedores da quadrilha no Paraguai e na Bolívia.

Relatos indicam que é grande o consumo de drogas nestas comunidades de Camará. Os traficantes têm até uma 'barraca de empenho' no qual os viciados vão lá para trocar objetos pessoais por drogas. Há informações de que os bandidos deixam os clientes de castigo nestas barracas quando estes usam drogas e não pagam.

Comenta-se ainda que a quadrilha, que é liderada por Márcio da Silva Lima, o Tola, teria integrantes angolanos, mas essa informação jamais foi confirmada pela polícia. A suspeita se dá pela grande quantidade de fuzis modelo AK-47, que negros vindos do continente africano ensinaram traficantes do Rio a usar no início da década de 80. O bando teria aproximadamente 120 fuzis de vários modelos e marcas.



Especula-se há meses que o traficante Márcio Sabino Pereira, o Matemático, que está preso e está na iminência de ganhar a liberdade, assumiria o poder na quadrilha, que ficou enfraquecida nesta sexta-feira com a morte do traficante Juarez Ribeiro da Silva, o Aranha, durante um confronto com PMs do 14º BPM (Bangu), em que foram apreendidos um fuzil AR-15, uma metralhadora, três pistolas, entre outras coisas (foto acima). Aranha dividia o comando das bocas-de-fumo com Tola. Outro braço importante da quadrilha era Leonardo Fragoso da Silva, o Léo Vascão, morto em fevereiro durante troca de tiros com a mesma equipe de policiais militares.

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