quinta-feira, 19 de março de 2009

Celulares derrubam diretor de presídio, mas substituto pede para sair em menos de 24 horas

Por Marcelo Bastos

E por falar em presídios, o Temos Isso? publicou neste domingo um post sob o título 'Isso sim é portabilidade!' (http://temosisso.blogspot.com/2009/03/isso-sim-e-portabilidade.html), que tratava da apreensão de 1.500 celulares dentro de uma unidade prisional onde há 1.600 presos. Além dos modernos e pequenos aparelhos de telefonia móvel, foram apreendidos também 20 laptops dentro das celas, um absurdo dos grandes.

Pois é, a unidade citada é a penitenciária Vicente Piragibe, no Complexo de Bangu, e a apreensão aconteceu no sábado. Depois do escândalo, o diretor da unidade, Leonam Leão de Oliveira, caiu e tudo indica que ele retorne ao GIT (Grupamento de Intervenções Táticas), uma espécie de Bope dos presídios, do qual Leão já foi comandante. A saída do diretor, no entanto, já era algo esperado, mas a sua substituição é que surpreendeu.

O servidor da Seap que assumiu o Vicente Piragibe ficou menos de 24 horas no cargo e pediu para deixar o posto de diretor da unidade. O motivo ainda é desconhecido, mas sabe-se, por exemplo, que há presos perigosos e influentes por lá, todos do Comando Vermelho, entre eles Patrick, do Vidigal; Paulinho Muleta; Marcinho Muleta; Adão, de Vigário; e Ratinho, um dos acusados da morte do jornalista Tim Lopes.

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