segunda-feira, 9 de março de 2009

Bandidagem paulista rouba 29 fuzis de unidades policiais em menos de uma semana

O roubo de armas de quartéis das Forças Armadas ou de delegacias não é prática exclusiva no Estado do Rio de Janeiro. E virou epidemia em São Paulo. Em menos de uma semana, a bandidagem praticou dois ataques e roubou inacreditavelmente 29 fuzis de um centro de treinamento usado por policiais e de um batalhão do Exército.

Na semana passada, dez homens armados invadiram o Centro de Treinamento Tático (CTT), que funciona dentro da sede da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), na cidade de Ribeirão Preto (SP), e levaram 22 fuzis e 89 pistolas. Detalhe, a CBC é uma das maiores, senão a maior, fabricante de armas do país.

Até agora, pelo que tem saído na imprensa, ainda não há suspeitos sobre o crime. Alguns policiais já admitem a participação do PCC no caso. O assunto é tratado como prioridade. Tanto que o Exército anunciou que abrirá um processo administrativo para apurar os fatos.

O centro era usado por policiais civis, militares, federais e militares do Exército para treinamento de tiros. O local é de propriedade de um policial civil. Algumas das armas roubadas teriam sido encontradas em uma mata próxima ao centro, mas só uma perícia vai confirmar isso. Além de fuzis e pistolas, foram levadas também carabinas e munições.

Na noite de domingo, os vagabundos invadiram dois postos de sentinela do 6º Batalhão de Infantaria Leve do Exército, em Caçapava e roubaram sete fuzis.Para quem conhece bem este tipo de caso, não duvida de que esse assustador arsenal tenha ido parar na mão das grandes organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho (CV).

No Rio, essa ação é muito comum, embora não tenhamos tidos registros nos últimos meses. A última invasão a que temos conhecimento foi em 2006 quando 10 fuzis foram levados do ECT (Estabelecimento Central de Transporte), em São Cristóvão. Em 2005, 22 fuzis foram roubados do Depósito da Aeronáutica, na avenida Brasil. No final de 2007, armas foram roubadas supostamente por milicianos em uma delegacia da Baixada Fluminense.

Nenhum comentário:

Postar um comentário