quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Soldado de Antares foge para ocupar Itaguaí

Mais um bandido perigoso ganhou às ruas ao ser beneficiado com a progressão de regime. Com pelo menos 17 anotações criminais — oito por homicídio — e vários processos na Justiça, Adílson Camargo, de 42 anos, o Soldado (foto), da favela de Antares, em Santa Cruz, deixou o Instituto Penal Edgar Costa, em Niterói, na manhã de quarta-feira, mas não retornou à noite para dormir na cadeia, como determina o benefício de trabalho extra-muros, concedido pela Justiça. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), quarta-feira seria o primeiro dia de trabalho do criminoso e ele já é considerado evadido do sistema penitenciário.

A polícia recebeu informações de que Soldado estaria disposto a chefiar o tráfico de drogas em favelas de Itaguaí, na Baixada Fluminense. "Recebemos esta informação. A possibilidade de ocupação seriam as comunidades do Cação e da Mangueira, mas há também as localidades da Ponte Preta e Brisamar, onde há tráfico. O movimento, no entanto, é fraco por lá", disse o delegado Júlio Vasconcelos, da 50ª DP (Itaguaí).

De acordo com a 36ª DP (Santa Cruz), Soldado seria uma espécie de gerente do tráfico em Antares. Desde 1989, ele soma ao menos 17 passagens na polícia, oito por homicídio, outras seis por tráfico, além de roubo, formação de quadrilha entre outras. Soldado já foi um dos principais braços armados da facção Comando Vermelho, tendo participado da invasão à Rocinha, na Semana Santa de 2004, ao lado de Dudu, que tentou tomar antigos pontos de vendas de drogas, e de quem era braço-direito.

O Comandante do 27º BPM (Santa Cruz), tenente-coronel Danilo Nascimento, disse ter sido informado sobre a evasão de Soldado. "Até agora não foi percebida nenhuma movimentação em comunidades da região", informou o oficial. O titular da 36ª DP (Santa Cruz), Marcelo Ambrósio, também disse não ter sido detectada nenhuma movimentação de traficantes na área, mas confirmou que o bandido é citado em vários procedimentos na delegacia.

Acredita-se que soldado esteja disposto a ir para Itaguaí porque não tem mais espaço em Antares, onde os cargos de 'chefia' já estão ocupados por outros traficantes. As comunidades funcionariam de maneira mais efetiva como uma espécie de extensão do tráfico de Antares. Policiais acreditam que Soldado tenha se escondido no Complexo do Alemão.

Seis mortos no Complexo da Mangueirinha

No terceiro dia seguido de operações nas cinco favelas que compõem o Complexo da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, seis pessoas foram mortas, nesta quarta-feira, durante confronto entre homens do 15º BPM (Caxias) e traficantes. Um cabo da PM e cinco criminosos, entre eles o chefe do tráfico local, Rosivaldo Marinho do Nascimento, o Sombra, e a mulher dele morreram. Três fuzis foram apreendidos, além de pistolas, munição e drogas. Um PM ficou ferido.

Durante a madrugada, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram até a comunidade, mas não houve tiroteio. Por volta das 10h30, cerca de 60 policiais do 15º BPM e de outros batalhões da Baixada Fluminense também fizeram incursões nas favelas, sem confrontos.

No início da tarde, os PMs receberam a informação de que um grupo de traficantes estaria escondido numa casa próxima ao acesso à Pedra do Sapo. Ao cercarem o imóvel, os traficantes abriram fogo e o cabo Welber Inácio da Cruz, 38, foi atingido na cabeça por um tiro de fuzil. Houve revide e os criminosos foram baleados. Além de Sombra e da mulher, Viviane Barbosa Inez, os outros mortos seriam Maikinho, o segundo na hierarquia da Mangueirinha; além de Café e Pivete, seguranças de Sombra.

Feridos, todos foram levados ao Hospital Moacir do Carmo, mas não resistiram. Na casa onde o grupo se escondeu, foi encontrado ainda um pequeno arsenal: três fuzis calibre 7.62, três pistolas — duas 9mm e uma calibre 40 — 205 papelotes e cápsulas de cocaína, dois quilos de crack, ainda em tabletes, três capas de coletes à prova de balas, celulares, radiotransmissores, além de munição para diversos calibres, entre eles para carabina calibre .30, o que indica que os criminosos têm este tipo de armamento.

Na troca de tiros, um policial ainda ficou levemente ferido ao ser atingido por estilhaço de munição no rosto. “Esses líderes do tráfico foram mortos e armamento pesado, apreendido. Porém, não posso considerar que o resultado da operação tenha sido positivo porque, infelizmente, perdemos um policial”, lamentou o comandante do 15º BPM, tenente-coronel Sérgio Mendes.

Segundo ele, o policiamento foi reforçado no entorno do complexo porque há a possibilidade de represálias pela morte do chefe do tráfico na região, como fechamento de vias importantes e incêndio de ônibus. Escolas e o comércio local funcionaram normalmente nesta quarta-feira.

Barricadas na favela
Denúncias deram início à guerraAs operações no Complexo da Mangueirinha começaram na segunda-feira, quando a PM recebeu denúncias de moradores dizendo que traficantes estavam instalando barricadas nos acessos. Enquanto a polícia retirava a carcaça de um carro do meio da rua, traficantes abriram fogo e um tenente ficou ferido no olho direito por estilhaços. Ele corre o risco de perder a visão.

Na terça-feira, homens do 15º BPM voltaram à região e houve troca de tiros. Ninguém ficou ferido, mas quatro homens que teriam envolvimento com o tráfico foram presos com pequena quantidade de munição e radiotransmissores. “As operações nas cinco favelas da região (Mangueirinha, Santuário, Sapo, Corte Oito e Colômbia) vão continuar”, disse o tenente-coronel Sérgio Mendes.

PMs armam flagrante e prendem pedófilo

"O que é que eu posso fazer por você?". "O que eu posso fazer é te prender!". O diálogo entre um homem acusado de pedofilia e um policial militar aconteceu esta semana numa praça do Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O ambulante A.H.T.S., de 29 anos, caiu no flagrante armado por um tia do menino e dois cabos do 15º BPM (Duque de Caxias), que tramaram nesta sexta-feira a prisão do homem que vinha aliciando o sobrinho dela. O acusado pode responder ainda por tentativa de suborno, já que ofereceu dinheiro aos PMs para ser liberado.

"A gente ficou indignado com a situação e ao mesmo tempo comovido com o desepero dessa mulher, que estava morrendo de medo", contou um dos policiais, abordado nesta sexta-feira pela tia do garoto numa rua de Caxias. Ela teve acesso às conversas do acusado com o garoto pela internet. Num trecho do diálogo, o homem diz que vai passar o pênis pelo corpo do garoto e pergunta, inclusive, onde o menino quer que ele ejacule. "Temos filhos pequenos e isso é revoltante", completou o cabo. Ele e seu parceiro na prisão deveriam estar de folga hoje, mas foram trabalhar só para prender o ambulante.

O menino contou que conheceu o homem numa lan house e, desde então, vinha sendo assediado por ele através de sites de relacionamento de bate-papo na rede. A tia contou aos policiais que o homem havia marcado encontro com a criança numa praça, próxima à favela Vila Ideal, às 10h. Descaracterizados, um policial ficou no carro com a tia da criança e usou uma câmera para filmar a chegada do acusado, a conversa dele com o menino e o momento em que eles se retiravam para ir até o apartamento do ambulante, no bairro Centenário, conforme teria sido 'combinado'. Nesse momento, o outro policial apareceu e deu voz de prisão ao acusado, que informalmente teria admitido o crime e ainda tentou oferecer dinheiro ao PM.

Nesse momento, os PMs levam o acusado para a 62ª DP (Imbariê), que hoje funciona como central de flagrante. A tia e o menino também estão indo para a delegacia para formalizar a queixa. "É um crime bárbaro e as pessoas precisam estar atentas sobre o uso do computador pelas crianças. É preciso ressaltar também a iniciativa dos policiais, que deveriam estar de folga, mas cumpriram seu dever", comentou o tenente-coronel Sérgio Mendes, comandante do 15º BPM (Duque de Caxias).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Milicianos do Rio reclamam de lixão no MS

Pelo menos 21 presos ligados às milícias que atuam na Zona Oeste do Rio estão reclamando de um lixão que funciona próximo ao Presídio Federal de Catanduvas, no Mato Grosso do Sul, onde todos eles cumprem pena.

De acordo com documento protocolado junto à OAB-MS, em 8 de julho, por advogado que representa o grupo, a administração do lixão ateia fogo todas as noites ao lixo depositado no local. O vento acaba levando a fumaça e o mau cheio para dentro da unidade de segurança máxima, o que tem causado nos milicianos irritação nos olhos, tosse seca, problemas respiratórios e alérgicos.

O documento pede providências à Ordem dos Advogados do Brasil. Entre os presos que reclamam da situação estão Leandrinho Quebra Ossos, Jerominho, Cristiano Girão, Natalino e Batman.

CV consegue tomar parte do Muquiço

E os traficantes da Palmeirinha (CV), em Guadalupe, parece que conseguiram mesmo tomar parte da favela do Muquiço (TCP).De acordo com o policiais do Serviço Reservado do 14º BPM (Bangu) a comunidade está dividida e, por isso, os confronto entre traficantes rivais têm sido frequentes. A PM apreendeu até papelotes de drogas com a inscrição 'CV - Muquiço'.

Nesta quinta-feira, três criminosos da Palmeirinha foram mortos pela PM durante troca de tiros. Um deles, que morreu no Muquiço, era conhecido como Leozinho ou Léo da Palmeirinha e seria gerente das bocas de fumo. Com ele foi apreendida uma pistola calibre 40, que pode ser ter sido roubada de algum policial, com mira a laser e lanterna.

Por causa da morte dele, o tráfico da Palmerinha mandou o comércio baixar as portas pelo lado de Honório Gurgel. Nem os lojistas que trabalham na rua do 9º BPM (Rocha Miranda) tiveram coragem de desafiar os criminosos e mantiveram as portas fechadas.

Os outros dois foram mortos no início da tarde dentro da Palmeirinha, durante ação do 9º BPM (Rocha Miranda), com um fuzil AR-15, uma pistola munição e dois coletes à prova de balas.

Bandidos do Parque Arará
Os confrontos na região se tornaram mais frequentes há cerca de 15 dias, quando bandidos do Muquiço sequestraram um trem de manutenção da SuperVia para invadir a Palmeirinha, onde mataram quatro pessoas que estavam num pagode. No dia seguinte, houve reação do grupo da Palmeirinha revidar, que está sob o comando de traficante conhecido como Lacraia, que é do Parque Arará, em Benfica.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Armamento seria dividido entre CV e PCC

*Do portal R7.comUm consórcio envolvendo as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ter sido o responsável pelo grande arsenal apreendido na tarde da última quinta-feira, na ponte da Amizade, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Foram encontrados dentro de um ônibus de turismo 40 granadas, sete fuzis (sendo cinco de calibre ponto 30, arma antiaérea), cem carregadores para fuzil FAL, quatro pistolas, uma submetralhadora e 15 mil munições.

O delegado de Foz do Iguaçu (PR), Marco Berzoini Smith, afirmou que o responsável pelo armamento que foi preso é de Marília (SP), cidade apontada como berço da principal organização criminosa paulista. No entanto, segundo ele, os tipos das armas e munições encontradas é de uso característico de traficantes do Rio de Janeiro. Fuzis antiaéreos, por exemplo, são apreendidos na capital carioca com frequência.

Para o delegado, uma das três grandes facções do tráfico no Rio de Janeiro podem estar usando integrantes do grupo paulista para conseguir o armamento na região da fronteira. Embora o ônibus tenha saído do Paraguai, Smith acredita que o armamento pode ter vindo da Argentina. Um dos fuzis tinha o emblema do Exército argentino.

O homem preso já responde por vários crimes em São Paulo, como tentativa de homicídio, roubo e porte ilegal de armas. Em depoimento, ele não contou para onde ia as armas mas disse que estava transportando apenas munições para pagar dívidas na cadeia.

O delegado contou que uma das granadas transportadas no ônibus foi achada sem o pino, o que poderia ter provocado a tragédia. O artefato teve que ser detonado. Das 15 mil munições, 13 mil eram para calibre de fuzil 762, mil de ponto 30 e outros mil de 556.

O arsenal foi recolhido durante uma operação de rotina que teve o apoio da Receita Federal. Os agentes abordaram o veículo e desconfiaram do pequeno número de passageiros - apenas cinco adultos e duas crianças. Os explosivos e o armamento foram encontrados num fundo falso sob o ônibus.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MP denuncia Nem e mais nove por ação em hotel

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da Promotoria de Justiça junto à 25ª Vara Criminal, denunciou, hoje (31/08), Antônio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem, pelos crimes de associação para o tráfico e posse de arma de fogo de uso restrito.

Também foram denunciados os nove presos, integrantes da quadrilha que participou do tiroteio nas ruas de São Conrado e invasão do Hotel Intercontinental, no dia 21 de agosto. São eles: Alan Francisco da Silva, Vinícius Gomes da Silva, Victor Gomes Eloi, Washington de Jesus Andrade Paz, Rogério Avelino da Silva, Davi Gomes de Oliveira, Italo de Jesus Campos, Jackson Nascimento Gomes da Silva e Tecio Martins da Silva. Eles vão responder pelos crimes de associação para o tráfico, posse de arma de uso restrito, cárcere privado e resistência.

Conforme consta das investigações, os denunciados e demais integrantes da associação criminosa Amigo dos Amigos transformaram as ruas da cidade em cenário de guerra, desferindo inúmeros tiros com armas de grande potencial ofensivo, causando pânico e insegurança à população.

De acordo com a denúncia oferecida pela Promotora de Justiça Taciana Dantas Carpilovsky, os denunciados deslocavam-se entre as favelas do Vidigal e da Rocinha quando se depararam com viaturas da Polícia Militar e investiram contra os policiais, iniciando intensa troca de tiros. Em seguida, parte do grupo invadiu o Hotel Intercontinental privando a liberdade de cerca de 35 pessoas, rendidas mediante cárcere privado por um período de três horas.

A denúncia cita também que após a prisão dos nove homens foi apreendido um grande número de armas, munições e explosivos, além de telefones celulares, rádios de comunicação, coletes à prova de balas e camisas com a inscrição "Polícia do Exército". Entre o material apreendido constam: três granadas; 178 munições calibre 7,62 x 39 mm M 43; 127 munições calibre 7,62 x 51; 166 munições calibre 9 mm; 17 munições calibre .40; duas munições calibre 5,56 mm; uma pistola Glock, calibre .40; uma pistola Taurus, calibre 9 mm; uma pistola Colt calibre .45; uma pistola Taurus; seis carregadores calibre 7,62 x 51; um carregador calibre 5,56 mm; um carregador calibre 7,62 x 39 mm M43 (lata para AK 47); um carregador calibre .45; nove carregadores calibre 9mm; dois carregadores calibre .40; uma arma de fogo AK fuzil calibre (7,62 x 39 mm M43), com coronha retrátil; uma arma de fogo AK fuzil calibre (7,62 x 39 mm M43); um fuzil calibre 5,56 mm; cinco armas de fogo não identificadas fuzis calibre (7,62 x 51); uma arma de fogo não identificada fuzil, calibre 7,62 x 51.

*Do Ministério Público

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dez tentativas de invasão e 23 mortes em 2010

Há pouco mais de uma semana, bandidos da favela do Muquiço, em Guadalupe, tomaram um trem de manutenção da Supervia na estação e Deodoro e obrigaram o maquinista a seguir em direção à favela da Palmeirinha, onde mataram quatro pessoas num pagode, segundo informações do 9º BPM (Rocha Miranda).

No dia seguinte, madrugada de sábado para domingo, foi a vez de um bonde da Palmeirinha tentar invadir o Muquiço. Nas duas empreitadas, houve intenso tiroteio, o que deixou moradores da região apavorados. O Muquiço é dominado pelo TCP, enquanto na Palmeirinha, o território é do CV, que tomou a favela de uma milícia.

Há uma outra versão para os tiroteios ocorridos na favela do Muquiço. Bandidos da comunidade, ligados ao TCP, teriam tentado aplicar um ‘golpe de estado’ e mudar o controle das bocas de fumo para o Comando Vermelho, apoiados por traficantes da Palmeirinha. Três dos dissidentes teriam sido mortos pelos traficantes do Muquiço.

Desde o início do ano já foram pelo menos 10 tentativas de invasão a favelas do Rio por traficantes rivais, com pelo menos 23 mortes, entre inocentes, traficantes e policiais. Entre as favelas que sofreram com invasões estão o Morro da Serrinha, em Madureira (4 mortes); Buraco do Boi, em Niterói (4 mortes); Vila Joaniza, na Ilha do Governador (3 mortes); Parque das Palmeiras, Nova Iguaçu (4 mortes); Juramento, em Vicente de Carvalho (2 mortes); Urubu, em Pilares (1 morte); Fumacê, em Realengo (1 morte) e Palmeirinha, Guadalupe (4 mortes).

Na semana passada, houve ainda tentativa de invasão à comunidade da Covanca (milícia), em Jacarepaguá, por bandidos do Camarista-Méier (CV), impedida por PMs do 18º BPM (Jacarepaguá).

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pastor cheio de caô espera julgamento preso

O juiz Milton Delgado Soares, da Vara Única de Japeri, na Baixada Fluminense, indeferiu o pedido de liberdade provisória para o pastor Joel Custódia da Silva, de 57 anos. Ele foi preso em flagrante na última terça-feira sob a acusação de corrupção ativa, depois de entregar R$ 50,00 a dois agentes do Desipe para que permitissem a sua entrada na Casa de Custódia Coltrin Neto.

Segundo os agentes, o pastor, que não tinha a carteira de identificação que permitira o seu ingresso na cadeia, alegou que pretendia visitar seu sobrinho Bruno Candal, apesar de ficar constado que não existia nenhum preso no local com esse nome. Assim que Joel entregou o dinheiro aos agentes, recebeu a ordem de prisão.

O Ministério Público opinou pela não concessão da liberdade provisória. O juiz também concluiu que o flagrante foi regular.

“Justifica-se a custódia cautelar, para que seja garantida a ordem pública, a fim de que seja assegurada a tranqüilidade social, bem como por conveniência da instrução criminal, evitando-se, assim, a possibilidade de depoimentos viciados por atitudes do custodiado e inviabilidade de investigação, ainda na fase de inquérito, de eventual crime de maior gravidade, merecendo destaque mais uma vez a manifestação desfavorável do MP, que ressaltou que a conduta do indiciado foi grave e os motivos ainda estão sendo apurados”, destacou o juiz Milton Delgado Soares na decisão.

Processo 0004984-21.2010.8.19.0083

* Do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Traficante do Turano e ex-PM condenados

O juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, titular da Vara Criminal de Itaboraí, condenou a 32 anos e seis meses de prisão José Ricardo outo e Silva, o Ricardo Paiol, chefe do tráfico de drogas do Morro do Turano, no Rio, e de favelas do Município de Itaboraí. Além do crime de tráfico de entorpecentes, Paiol também foi condenado pelos crimes de associação para o tráfico, falsificação de documento público e posse e porte ilegal de arma de fogo.

No mesmo processo, também foram condenados sete integrantes da quadrilha, entre eles, o ex-policial militar Ricardo Galdino da Silva, que fazia a segurança de Ricardo Paiol. Para o juiz Marcelo Villas, a descrição dos fatos criminosos atribuídos aos réus na denúncia do Ministério Público estadual foi feita de forma detalhada com a exposição de todas as suas circunstâncias elementares.

Ele disse ainda que os réus são inteiramente capazes de entender o caráter ilícito dos fatos que ora lhes são imputados. “Donde se vislumbra a exigibilidade de condutas diversas de acordo com as normas proibitivas implicitamente previstas nos tipos por eles praticados, não existindo qualquer causa de exclusão de antijuridicidade ou de culpabilidade aplicável ao caso vertente”, destacou o magistrado.

Fornecedor de munição do CV
Ao fixar a pena de Ricardo Paiol, o juiz ressaltou que “o acusado possui personalidade distorcida e voltada para a prática de crimes, sendo um indivíduo de alta periculosidade, que responde a processos por delitos equiparados a crimes hediondos e crimes contra a vida, além de ser um grande fornecedor de munições de uso restrito para traficantes da facção criminosa Comando Vermelho, a qual ele está associado de forma permanente e estável”.

Ricardo Paiol e o ex-policial militar Ricardo Galdino foram presos por agentes federais no dia 26 de janeiro de 2009, em Copacabana, Zona Sul do Rio. O PM foi preso em flagrante por associação para o tráfico de drogas, em razão da segurança que prestava ao traficante e em função de todos os elementos de prova contra ele colhidos durante a investigação.

Nº do processo: 2008.023.022400-8

* Do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro